30 de julho de 2010

Após polêmica, Ferrari pede fim de regra contra "jogo de equipe"

Após a polêmica envolvendo Felipe Massa e Fernando Alonso no GP da Alemanha, o chefe da Ferrari, Stefano Domenicalli, defendeu o fim da regra que proíbe o jogo de equipe na F1. O dirigente acredita que o automobilismo é um esporte coletivo e, portanto, os times devem "jogar" com seus pilotos livremente.

"Sim. A F1 é um esporte de equipe", afirmou Domenicalli ao jornal alemão Bild. E ele recebe o apoio de Peter Sauber: "as ordens de equipe deveriam ser permitidas, porque na F1 os interesses da equipe são os mais importantes", disse o fundador da equipe que leva seu nome, após acompanhar o último GP, quando Massa liderava e deu passagem para a vitória de Alonso.

O brasileiro se mostrou incomodado com o caso e prometeu que não deixará mais o companheiro vencer. De acordo com o artigo 39.1 da categoria, que proíbe ordens explícitas da equipe, as escuderias estão sujeitas a multa de US$ 100 mil (aproximadamente R$ 178 mil) por atitude antidesportiva. O recente episódio foi investigado pelos comissários da F1 e encaminhado ao Conselho Mundial da categoria.

A McLaren não quis participar da discussão levantada pelo Bild - em 2008, a equipe teve caso semelhante, quando Heikki Kovalainen deixou Lewis Hamilton ultrapassá-lo. Já Christian Horner, chefe da Red Bull, defendeu a proibição, de acordo com o site Autosport. Ele acredita que a competição dentro da própria escuderia deixa o esporte mais emocionante.

"Acho que a regra foi criada por uma razão: para evitar situações como a que aconteceu em 2002", afirmou, se referindo ao GP da Áustria, quando Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher ultrapassá-lo na reta final. "A Fórmula 1 é um esporte coletivo, mas as regras são essas. A questão de Hockenheim é basicamente uma questão entre a FIA e a Ferrari", disse o dirigente.


"Na Turquia, pagamos o preço por isso (não coibir a competição entre seus pilotos)", afirmou Horner. Na ocasião, Mark Webber liderou a prova por 40 voltas, mas Sebastian Vettel tentou ultrapassá-lo. Os dois acabaram se tocando, Vettel deixou a pista e Webber terminou com a terceira colocação. Hamilton aproveitou e venceu, com Jenson Button na segunda colocação.

"Se as regras fossem diferentes, talvez nós tivéssemos destinos para aquela corrida, mas a filosofia da Red Bull Racing é de permitir que ambos os pilotos disputem posições, como o Sr. Mateschitz (Dietrich Mateschitz, criador e dono da Red Bull) abertamente disse", acrescentou Horner, que viu Webber e Vettel dominarem a primeira sessão de treinos para o GP da Hungria, nesta sexta-feira.

Fonte: Terra

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