11 de maio de 2010

Massa diz esperar por evolução rápida da Ferrari para alcançar as rivais

Brasileiro aposta em pneus mais macios para melhor desempenho em Mônaco

Após duas provas em que não conseguiu se destacar, especialmente em relação a Fernando Alonso, seu companheiro de equipe, Felipe Massa acredita que pode voltar a ter um bom desempenho no GP de Mônaco, no próximo final de semana.

Apesar da Ferrari não levar nenhuma atualização importante no carro, o brasileiro aposta nos compostos mais macios que serão utilizados na prova do Principado para conseguir um rendimento melhor.

"Eu espero que possamos ser mais competitivos, principalmente porque a Bridgestone esta trazendo os pneus super macios e médios, que eu prefiro. Nós tivemos esta escolha de pneus no Bahrein, onde eu fui muito mais feliz do que em outras corridas, em termos de nível de aderência", explicou.

Após as três primeiras etapas, Massa chegou a liderar o Mundial, mas depois da oitava posição na China e sexta na Espanha, despencou para o sexto lugar do campeonato, 21 pontos atrás do líder Jenson Button. O brasileiro acredita que a falta de aderência é o fator principal para esta queda de rendimento.

"Espero que eu consiga explorar melhor o potencial do meu carro. Em geral, a situação de aderência é algo que precisamos tomar conta, assim como encontrar melhorias gerais que podemos fazer para aumentar o nível de força aerodinâmica que nós temos. Então vamos ver se os engenheiros podem encontrar algo entre a última corrida e a próxima."

Massa explicou que a Ferrari não usará o sistema de duto de ar que estola a asa traseira, por causa das características da pista de rua de Mônaco.

"Nós não usaremos o sistema que estola a asa traseira, pois em um circuito de baixa [velocidade] você precisa mais de força aerodinâmica do que velocidade máxima."

O piloto da Ferrari também mostrou preocupação quanto a classificação em Mônaco, com seis carros das equipes estreantes, muito mais lentos, em uma pista apertada e que não possibilita muitas oportunidades de ultrapassagens.

"O tráfego sempre foi um problema nesta corrida, e sem querer ser muito crítico, eu diria que com seis carros muito lentos na pista o Q1 será uma loteria. Não há dúvidas de que usaremos uma estratégia diferente na classificação, talvez levando mais combustível no carro para fazer algumas voltas a mais do que o normal e ter uma margem de segurança."

Fonte: Tazio

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