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12 de fevereiro de 2011
Vídeo: Entrevista com Kimi Räikkönen após o Dia 2 no Rali da Suécia 2011
Fonte: Citroënwrt
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Kimi Räikkönen,
Rali da Suécia
10 de fevereiro de 2011
Vídeo: Räikkönen bate em barreira de neve no shakedown do Rali da Suécia
Oitavo colocado no shakedown do Rali da Suécia, Kimi Raikkonen se chocou contra uma barreira de neve no circuito de 3,99 km em Hagfors. O finlandês corre com um Citroën DS3 da equipe Ice 1
Durante a realização do shakedown do Rali da Suécia, nesta quinta-feira (10) no circuito de 3,99 km de Hagfors, Kimi Raikkonen perdeu o controle de seu Citroën DS3 e se chocou com uma barreira de neve no local. Após ter sido ajudado pelos fãs que estavam perto da curva, o finlandês voltou à gelada pista.
Kimi obteve a oitava melhor marca na tomada de tempos de hoje, cravando 2min04s5, na sua estreia pela equipe Ice 1, depois de realizar seu primeiro ano no WRC pela Citroën Junior, time que foi extinto nesta temporada. O mais rápido da sessão foi Henning Solberg, com um Ford Fiesta RS WRC.
Fonte: Grande Prêmio
Durante a realização do shakedown do Rali da Suécia, nesta quinta-feira (10) no circuito de 3,99 km de Hagfors, Kimi Raikkonen perdeu o controle de seu Citroën DS3 e se chocou com uma barreira de neve no local. Após ter sido ajudado pelos fãs que estavam perto da curva, o finlandês voltou à gelada pista.
Kimi obteve a oitava melhor marca na tomada de tempos de hoje, cravando 2min04s5, na sua estreia pela equipe Ice 1, depois de realizar seu primeiro ano no WRC pela Citroën Junior, time que foi extinto nesta temporada. O mais rápido da sessão foi Henning Solberg, com um Ford Fiesta RS WRC.
Fonte: Grande Prêmio
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Shakedown
25 de abril de 2010
Um passo mais pronto
Texto por Marko Mäkinen
8ª posição e quatro pontos no campeonato. Nenhum outro esportista finlandês havia antes marcado pontos de campeonato tanto na F1 como no WRC. Kimi Räikkönen o fez - e ainda vem mais por aí.
Apesar de todas as expectativas irreais que a mídia criou, Kimi Räikkönen conseguiu passar pelos três ralis-WRC quase com excelência. Ele agora tem os primeiros pontos no campeonato em seu bolso, apesar do próprio Räikkönen ter esperado marcar pontos pelo menos no outono.
Ele cometeu erros, e isto não surpreendeu ninguém, nem mesmo o próprio Kimi. O rali é um esporte brutal onde você não volta para a estrada após um erro de pilotagem. Enquanto na F1 você pode cometer um erro com a linha de traçado que vai levá-lo além das bordas ou no máximo para uma área de segurança, no rali, novamente, um erro de julgamento semelhante cria uma roleta rodopiante de seis voltas que pode terminar a corrida inteira, como mostrou a experiência de Kimi no México.
Longos dias de trabalho vieram como uma surpresa
É claro que Räikkönen pôde se preparar com antecedência para quase tudo, mas uma coisa surpreendeu até mesmo ele: em relação a tempo, o WRC é como o Exército para Oficiais e a F1 o Serviço Civil Alternativo. No rali, você dorme e come quando tem tempo, o alarme do relógio toca às 5 da manhã, depois do qual você senta no carro de corrida por cinco dias até que o sol se ponha (incluindo no reconhecimento). Foram aqueles dias longos de corrida que trouxeram de volta as dores na coluna de algumas corridas antigas de F1 que você não pode tratar de qualquer forma no rali.
Também a mudança da rotina diária prejudicaram a concentração do asto de F1. Kimi estava acostumado a tirar sonecas revigorantes no paddock da F1, mas no rali você não pode fazer o mesmo. Quando uma rotina de 10 anos muda de repente assim, não há como evitar ter o vigor afetado.
Kimi não é um desistente
Com a performance e desenvolvimento de Räikkönen, não é uma questão de velocidade ou falta de talento, é sobre realçar estas numa abilidade completa de ter uma performance da maneira mais eficiente possível.
Ainda assim, Kimi não se arrependeu nenhuma vez de sua decisão de mudar para o rali. Você pode ver através de tudo que o rali é exatamente o que ele quer fazer no momento. Se Räikkönen tivesse uma natureza de desistente, ou se ele simplesmente se satisfizesse com a primeira sensação boa, ele certamente teria ido direto para o helicóptero no Rali da Suécia quando ele pilotou para dentro do banco de neve, mas em vez disso, ele começou a escavar com uma pazinha de plastico para tirar seu carro do banco e continuou sua corrida após trabalhar por meia hora.
O principal objetivo de Kimi esta temporada tem sido terminar ralis e pilotar o mais rápido possível. Outros estabeleceram objetivos de resultados mais difíceis, mas Räikkönen disse sabiamente que 'se você não pode terminar o rali é inútil estabelecer quaisquer outras metas para si mesmo.'
Na Jordânia, Räikkönen diminuiu seu ritmo para um nível de segurança para que ele pudesse terminar o rali. Foi uma performance humilde de um homem profissional, pilotar pelo resultado final, e trouxe a ele bons primeiros pontos para aumentar seu próprio ritmo nos próximos ralis, para chegar mais perto dos pilotos no topo.
Kimi pilota com os ajustes de Loeb
Kimi Räikkönen tomou a primeira grande decisão de sua carreira durante o primeiro intervalo de serviços do Rali da Suécia, quando ele mudou seus ajustes para que eles fôssem iguais aos de Sébastien Loeb. Com esta decisão, Kimi queria se concentrar mais na pilotagem a partir das notas, colocando os problemas de ajustes do carro de lado.
Os ajustes de Loeb de suspensão e de transmissão de potência não combinam naturalmente com o estilo de pilotagem de Räikkönen, mas ele humildemente decidiu aprender um novo estilo de pilotagem. Ponto final.
O aprendizado ainda continua. Räikkönen fez a única exceção para o primeiro estágio na Jordânia, quando sua posição de largada era em 10º. Eles esperavam que a estrada ficaria limpa de pedras e areia antes da vez de Kimi, é por isso que a suspensão da Citroën foi alterada para notavelmente mais dura do que os outros tinham. Esta decisão se provou completamente errada: a superfície da estrada estava ainda mais escorregadia do que estava para os primeiros carros, então não foi nenhuma surpresa que Kimi disse após os estágios que foi a corrida mais difícil e desafiadora de sua carreira automobilística.
Após o desafio, Räikkönen voltou aos ajustes de suspensão de Loeb, e ele vai confiar nelas no futuro também.
Fonte: Vauhdin Maailma
Agradecimento: Nicole
Tradução: Fran
[nota: este texto foi escrito antes do Rali da Turquia]
8ª posição e quatro pontos no campeonato. Nenhum outro esportista finlandês havia antes marcado pontos de campeonato tanto na F1 como no WRC. Kimi Räikkönen o fez - e ainda vem mais por aí.Apesar de todas as expectativas irreais que a mídia criou, Kimi Räikkönen conseguiu passar pelos três ralis-WRC quase com excelência. Ele agora tem os primeiros pontos no campeonato em seu bolso, apesar do próprio Räikkönen ter esperado marcar pontos pelo menos no outono.
Ele cometeu erros, e isto não surpreendeu ninguém, nem mesmo o próprio Kimi. O rali é um esporte brutal onde você não volta para a estrada após um erro de pilotagem. Enquanto na F1 você pode cometer um erro com a linha de traçado que vai levá-lo além das bordas ou no máximo para uma área de segurança, no rali, novamente, um erro de julgamento semelhante cria uma roleta rodopiante de seis voltas que pode terminar a corrida inteira, como mostrou a experiência de Kimi no México.
Longos dias de trabalho vieram como uma surpresa
É claro que Räikkönen pôde se preparar com antecedência para quase tudo, mas uma coisa surpreendeu até mesmo ele: em relação a tempo, o WRC é como o Exército para Oficiais e a F1 o Serviço Civil Alternativo. No rali, você dorme e come quando tem tempo, o alarme do relógio toca às 5 da manhã, depois do qual você senta no carro de corrida por cinco dias até que o sol se ponha (incluindo no reconhecimento). Foram aqueles dias longos de corrida que trouxeram de volta as dores na coluna de algumas corridas antigas de F1 que você não pode tratar de qualquer forma no rali.
Também a mudança da rotina diária prejudicaram a concentração do asto de F1. Kimi estava acostumado a tirar sonecas revigorantes no paddock da F1, mas no rali você não pode fazer o mesmo. Quando uma rotina de 10 anos muda de repente assim, não há como evitar ter o vigor afetado.
Kimi não é um desistente
Com a performance e desenvolvimento de Räikkönen, não é uma questão de velocidade ou falta de talento, é sobre realçar estas numa abilidade completa de ter uma performance da maneira mais eficiente possível.
Ainda assim, Kimi não se arrependeu nenhuma vez de sua decisão de mudar para o rali. Você pode ver através de tudo que o rali é exatamente o que ele quer fazer no momento. Se Räikkönen tivesse uma natureza de desistente, ou se ele simplesmente se satisfizesse com a primeira sensação boa, ele certamente teria ido direto para o helicóptero no Rali da Suécia quando ele pilotou para dentro do banco de neve, mas em vez disso, ele começou a escavar com uma pazinha de plastico para tirar seu carro do banco e continuou sua corrida após trabalhar por meia hora.
O principal objetivo de Kimi esta temporada tem sido terminar ralis e pilotar o mais rápido possível. Outros estabeleceram objetivos de resultados mais difíceis, mas Räikkönen disse sabiamente que 'se você não pode terminar o rali é inútil estabelecer quaisquer outras metas para si mesmo.'
Na Jordânia, Räikkönen diminuiu seu ritmo para um nível de segurança para que ele pudesse terminar o rali. Foi uma performance humilde de um homem profissional, pilotar pelo resultado final, e trouxe a ele bons primeiros pontos para aumentar seu próprio ritmo nos próximos ralis, para chegar mais perto dos pilotos no topo.
Kimi pilota com os ajustes de Loeb
Kimi Räikkönen tomou a primeira grande decisão de sua carreira durante o primeiro intervalo de serviços do Rali da Suécia, quando ele mudou seus ajustes para que eles fôssem iguais aos de Sébastien Loeb. Com esta decisão, Kimi queria se concentrar mais na pilotagem a partir das notas, colocando os problemas de ajustes do carro de lado.
Os ajustes de Loeb de suspensão e de transmissão de potência não combinam naturalmente com o estilo de pilotagem de Räikkönen, mas ele humildemente decidiu aprender um novo estilo de pilotagem. Ponto final.
O aprendizado ainda continua. Räikkönen fez a única exceção para o primeiro estágio na Jordânia, quando sua posição de largada era em 10º. Eles esperavam que a estrada ficaria limpa de pedras e areia antes da vez de Kimi, é por isso que a suspensão da Citroën foi alterada para notavelmente mais dura do que os outros tinham. Esta decisão se provou completamente errada: a superfície da estrada estava ainda mais escorregadia do que estava para os primeiros carros, então não foi nenhuma surpresa que Kimi disse após os estágios que foi a corrida mais difícil e desafiadora de sua carreira automobilística.
Após o desafio, Räikkönen voltou aos ajustes de suspensão de Loeb, e ele vai confiar nelas no futuro também.
Fonte: Vauhdin Maailma
Agradecimento: Nicole
Tradução: Fran
[nota: este texto foi escrito antes do Rali da Turquia]
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21 de março de 2010
Perseguindo Kimi
O campeão mundial de F1 Kimi Räikkönen fez sua estreia no WRC no Rali da Suécia. Ben Barry o seguiu em cada passo de seu caminho. Literalmente.
Fotos: Mark Fagelson
Isto parece errado. Recém chegamos em Färjestad - palco do Super Estágio Especial que dá início ao Rali da Suécia - e em apenas alguns segundos estarei ao lado de Kimi Räikkönen, uma vez campeão mundial de F1, e agora piloto de rali em tempo integral - o único piloto de F1 na história a fazer uma mudança integral.
Invadimos uma sessão de autógrafos e passamos rapidamente pela fila, empurrando crianças pequenas e passando batido por outros pilotos. A qualquer segundo agora, poderei falar com Kimi, talvez até mesmo fazer cócegas sob seu queixo, e não haverá nem sequer um guarda de segurança ou barreiras entre eu e um dos astros do esporte mais bem pagos do mundo, somente uma frágil mesinha de madeira.
Estou surpreso em como estou nervoso - meu coração lateja, minha boca seca e minhas artérias carótidas pulsam em meu pescoço. O que dizer a Kimi? O que dizer?
Duas garotas à minha frente conseguem uma foto autografada - sem troca de gentilezas - e logo caminham para a frente, sem fôlego, com os olhos arregalados, antes de ter uma conversa inteira de gritos convulsivos. Há fãs masculinos também, todos despachados silenciosamente. É só pelos pequenos que Räikkönen se esforça, e todos são muito tímidos para fazer contato visual. Ele se debruça sobre a mesa, sorri, fala brevemente e coloca o cartão assinado em suas mãos. Minha vez. Ai meu Deus.
'Olá Kimi, somos da Revista CARe viemos para...' Räikkönen olha para cima devagar por debaixo da enorme aba de seu boné de baseball da Red Bull e fixa seus olhos azuis cor de gelo, quase de lobos, nos meus. Ele parece absolutamente furioso, quero dizer, absolutamente, genuinamente furioso, pronto a me socar.
'Ah, não é hora para isso,' ele resmunga. 'Eu só queria dizer que viemos para segui-lo no rali,' eu gaguejo. 'Olha, bem, leve isto,' ele diz, olhando distantemente, me entregando dois pedaços brilhantes de cartões assinados que retratam seu Citroën C4 saltando pelos ares. 'Você está gostando do rali?' eu pergunto. 'Sim,' vem a resposta, trabalhada com a ênfase que uma criança poderia assegurar a sua mãe que ele vai arrumar seu quarto.
Mais tarde, seu RP vai explicar que a Citroën - nossos hospedeiros - não têm força sobre Räikkönen porque ele é um piloto da Red Bull. Uma entrevista é impossível; se eu tiver sorte, receberei uma foto de fã perseguidor.
O rali é realmente um plano B para o campeão mundial de F1. O plano A era competir no campeonato mundial de F1 de 2010 - ele tinha contrato com a Ferrari estte ano, mas Maranello o empurrou para fora para dar espaço a Fernando Alonso. Outras negociações foram interrompidas, e então as ambições de longa data de Räikkönen para o WRC assumiram, com o finlandês se unindo ao compatriota Kaj Lindström, uma vez co-piloto do multi-campeão de WRC Tommi Mäkkinen.
'Conversamos pela primeira vez quando eu trabalhava com Tommi [que se aposentou no final de 2003!]. Kimi disse que gostaria de participar dos ralis um dia, e eu disse que seria seu co-piloto,' diz Lindström, revelando um desejo mais profundamente guardado e senso de lealdade da parte de Räikkönen do que seu comportamento gelado e impassivo possa sugerir.
Fazer - e acreditar - nas notas de ritmo é algo com o qual Räikkönen tem tido dificuldade após a previsibilidade dos circuitos da F1. Então, como eles constroem esta confiança? Simplesmente através da pilotagem? 'Bem, você tem que fazer coisas para conhecer um ao outro fora do carro também,' diz Lindström. 'Tipo o quê?' 'Bem... coisas.' Todo o círculo interno de Räikkönen fica hesitante quanto a sinalizar detalhes.
A dupla participou de cinco ralis até agora, a abertura do campeonato de 2010 neste fim de semana sendo seu sexto, e o primeiro de Räikkönen como um piloto sério do WRC. Ele pilota um Citroën C4 ao lado de Sébastien Ogier na equipe Junior da Citroën, uma demracação abaixo do campeão mundial Sébastien Loeb e do empenho da fábrica com Dani Sordo.
Quando você olha para as barracas e as lustrosas transportadoras da equipe, as duas parecem bastante semelhantes, mas enquanto umas 70 pessoas trabalham na equipe principal, apenas 17 trabalham com Räikkönen e Ogier. Os testes são muito mais limitados também, e o carro - apesar de semelhante - é equivalente às especificações de Loeb em 2008. Enquanto isso, o engenheiro de Räikkönen, Cedric Mazenq, é um jovem cara com currículo no automobilismo apenas desde 2006 e cuja carreira no WRC começou apenas em 2009. Não há tapetes vermelhos aqui.
'Kimi me ligou pessoalmente em outubro do ano passado perguntando se ele poderia fazer isto,' diz o não exagerado chefe da equipe Citroën Racing, Olivier Quesnel. 'Eu disse que ele precisaria trazer o orçamento. A Red Bull pagou; nos encontramos em janeiro.'
Räikkönen recebe tratamento preferencial? 'Não, ele primeiro tem que ir rápido. Ele é como um jovem piloto, o rali é muito complicado e ele tem que aprender. Mas eu sei que ele está fazendo com muita seriedade e realmente quer ser bem-sucedido. Após a primeira metade do ano vamos ver, mas tenho certeza que ele irá bem.'
'Ele é profissional, de mente aberta e esperto,' adiciona o engenheiro Mazenq, 'e seu feedback - por causa da F1 - é muito preciso; ele sente cada clique nos amortecedores. Mas ele sabe que é um novo desafio, que ele ainda não pode competir com os pilotos de ponta e que ele tem que aprender devagar.
'Tentamos ajustar seu carro para tornar as coisas mais fáceis para ele, para que ele possa se concentrar 70% na pilotagem, 30% nas notas de ritmo. Ele tem um set-up de suspensão levemente mais macio do que os outros para que ele possa facilmente sentir a aderência lateral e longitudinal e ter mais confiança. Mas ele é mais suave com a direção nas entradas do que o normal, então ele recebe understeer. Temos que metade adaptar o carro, metade adaptar Kimi.'
Alguns reclamam que o rali não é tão esgotante quanto era, mas ainda há dias muito longos no WRC. Começa na quinta às 8 da noite com o Super Especial, dois carros correndo no estilo Scalextric num estádio. O próximo dia começa às 8:18 da manhã nas florestas, os pilotos parando só depois das 8h da noite. Sábado, é 'só' das 7:58 da manhã até às 6h da tarde; domingo, das 7:52 da manhã até às 3:30 da tarde. Durante este tempo, os pilotos vão bater 345km de estágios difíceis, acreditando totalmente nas notas de ritmo enquanto se comprometem em curvas cegas, mais tarde navegando mais 445km em estradas públicas enquanto pneus roncam grosseiramente abaixo deles. Não é F1.
Às 8h da manhã de sexta-feira, dirigimos até os estágios com pneus de tachão de inverno arranhando as estradas secundárias de gelo e neve, gratos por nossas múltimas camadas de roupas térmicas e à prova d'água e grossas botas, pois a temperatura cai para -21ºC.
Estacionamos e caminhamos floresta adentro, e o sol aparece por verdes cobertos de neve, fumaça de iluminação secundária vindo das fogueiras que os fãs acenderam para manter-se aquecidos e cozinhar comida, um cheiro de salsichas flutuando pelo penetrante ar frio. Há muita cerveja por aí, crianças perambulando, bandeiras finlandesas agitando e apenas alguns chefes de protocolo que apitam segundos antes de um carro de rali passar rugindo a 75 milhas por hora num lugar onde você mal passaria das 30 mph.
Loeb passa primeiro por uma névoa de mastigadas barulhentas de indução gutural e trovões. Logo ele passa um pouco de lado e vai para o ar numa elevação, uma bruma cheia de neve nos envolvendo em sua vigília; o piloto da Ford Mikko Hirvonen é o próximo, claramente mais rápido, absolutamente. Räikkönen é o sétimo - rápido, comprometido, mas visivelmente mais lento. Mais tarde ele vai rodar, e então terminar a composição de seu erro ao afundar nos macios bancos de neve ao lado da estrada enquanto fez uma curva. Vinte e seis minutos vão se passar.
Quando ele chega ao serviço já no escuro, Räikkönen é rodeado pela imprensa quando abandonamos os líderes por um cara que agora está meia hora atrás deles, o 47º colocado entre 54 participantes. Quase incapaz de abrir sua porta na aglomeração, ele se inclina para fora e empurra suavemente um fotógrafo. Todos balançamos para trás, e o piloto que se ajoelha atrás de nós tentando consertar seu carro fica esmagado e empurra de volta; ninguém tem o controle neste tumulto de flashes e cadernos de anotação. Räikkönen não fala com ninguém, mas seu co-piloto fala.
'Para um cara que fez cinco ralis, sua pilotagem é absolutamente incrível,' diz Lindström, zumbindo com adrenalina. 'Pergunte a Petter Solberg, a qualquer um, é incrível. Ok, foi lamentável que saímos da pista, mas estas coisas acontecem e o próprio Kimi Räikkönen nos tirou da neve com uma pá! Eu só espero que as pessoas foquem em sua pilotagem, e não em fazer algum tipo de história escandalosa para os jornais.'
Com isto, Lindström se vai, levando o carro para o serviço, seguido por mais repórteres. Mais tarde, vamos bisbilhotar e ouvir uma entrevista à WRC TV, a única mídia que tem acesso, mas Räikkönen não diz nada revelador - 'seria legal ir mais rápido'; 'é muito mais desafiador que a F1' - então, notavelmente, ele passa por mim me empurrando com algo que tenho certeza que ser um reflexo horrorizado de reconhecimento, caminha em direção aos embriagados fãs finlandeses que têm gritado seu nome incessantemente nos megafones, depois ri e assina seus capacetes. Minha abordagem foi sutil demais?
O sábado mostra algumas performances impressionantes em estágios que mesmo o líder Hirvonen descreve como muito difíceis: 'Há barrancos profundos; neve solta, gelo e cascalho. Você se arrisca o tempo todo.' Räikkönen permanece consistente, se não é espetacular - 54.4 segundos atrás do ritmo no estágio nove de 11; um minuto atrás, em 32º, no 10; 22.8 segundos atrás mas sobe para sexto no estágio 15.
Continuamos a segui-lo para todo lugar. Quando ele sai de seu carro para checar a pressão dos pneuse numa estação de reabastecimento numa área remota, saltamos de trás de uma pilha de toras; quando ele pega uma estrada secundária para a área de serviços, ele demora para perceber enquanto eu abano do lado da estrada; quando o observamos escondidos em seu motorhome, ele sai sorrateiramente de outra porta e emerge entre duas tendas. Eu fico ao lado de seu carro por uma hora no serviço noturno enquanto meus pés congelam, e então descubro que ele está comendo na área de hospitalidade da Citroën. Ele está lá. Kimi Räikkönen está jantando logo ali. Podemos simplesmente entrar.
Eu faço a abordagem do encantador de cavalos - entro caminhando timidamente, olhando para o chão, sento do lado oposto da tenda, sento ali por alguns minutos, e então abordo seu RP enquanto a WRC TV grava uma entrevista. Uma foto com Kimi. Uma foto. 'Kimi. Uma foto,' diz sua PR.
Kimi Räikkönen revira seus olhos, então caminha e fica ao meu lado. 'Obrigado, Kimi,' eu digo. Não há resposta. Mark Fagelson tira a foto. Räikkönen imediatamente recua à segurança. É isto. Terminamos. Uau.
O rali termina no próximo dia após 21 esgotantes estágios. Hirvonen termina 42,3 segundos à frente de Loeb, que termina 33,1 segundos à frente de Jari-Matti Latvala. Possivelmente o melhor piloto finlandês do mundo termina em 30º, 37 minutos, 47,2 segundos atrás do quinto colocado, seu companheiro de equipe Ogier. 'Na F1, a única grande mudança acontece quando você está usando pneus slick no molhado,' ele diz à WRC TV mais tarde, 'mas no rali, cada curva pode ser diferente e geralmente é. Eu tenho muito respeito pelos caras que estão no topo.'
Ele vai retornar para 2011? O chefe da equipe Olivier Quesnel não descartou uma promoção para a equipe principal, mas eu duvido. Räikkönen diz gostar do cartáter 'sem bobagens' do WRC, mas com isto vem uma sessão de autógrafos que qualquer um pode invadir; um estacionamento de serviços onde os jornalistas andam em bandos selvagens; a necessidade de pilotar em estradas onde o público pode simplesmente o seguir.
O WRC não vai mudar para acomodar Räikkönen, e você fica imaginando se talvez ele não vá sentir falta de um pouco das bobagens da F1 - algumas barreiras claramente definidas entre ele, o público e a imprensa - de tempos em tempos. Certamente me tiraria de seu encosto. Quando partimos para pegar nosso avião, descubro que seu RP está tentando me tirar de perto também quando ele me diz para enviar por e-mail algumas perguntas que Räikkönen irá respondê-las. Parece como mandar um e-mail para Papai Notel. Então, quatro dias depois, uma resposta chega à minha caixa de entrada. Quase não posso acreditar.
'Você tem algum heroi no rali?' perguntei. 'Não, nunca tive nenhum heroi na F1 e é o mesmo no rali,' escreve Räikkönen. 'Mas sempre fui amigo de pilotos de rali como Tommi Mäkinen, que já correu com meu carro para mim no passado. Ele foi um grande campeão.'
'O rali é mais assustador do que a F1?' 'Nunca tive medo dentro de um carro, então é difícil dizer. É verdade que no rali você fica próximo das árvores, mas as velocidades são mais baixas do que na F1. No momento é mais difícil do que a F1, certamente!'
'O rali vai te tornar um piloto melhor de F1?' 'Não acho que sim, pois é um outro tipo de pilotagem completamente. No rali você compete em uma grande variedade de superfícies e condições, e tecnicamente a F1 é muito diferente, com todos os parâmetros como aerodinâmica, que não participam do rali.'
'A Suécia foi mais esgotante que um fim de semana na F1?' 'De algumas maneiras, sim. Saíamos às 5:30 da manhã e não voltávamos até depois das 10 da noite. Você só tem uma meia hora nas paradas para serviços, e um pouco mais à noite, então não há muito tempo para fazer tudo. Pelo outro lado, as forças físicas sobre seu corpo não são tão grandes quanto na F1.'
'Todo mundo diz que este é um ano de aprendizado para você no WRC, mas você pode realmente se ver no WRC 2011?' 'Não faz sentido pensar nisso até a metade desta temporada, mas com certeza há uma possibilidade de eu ficar no rali no ano que vem.'
Todo este tempo de perseguições, congelamento e viagem e um simples e-mail responde mais do que poderíamos ter coberto pessoalmente. 'O truque,' diz o RP, 'é abordá-lo quando ele está entediado.'
Como aprendemos, isto é mais difícil do que o olhar apático de Räikkönen possa sugerir.
Trabalhando com Kimi
OS HOMENS POR TRÁS DE KIMI RÄIKKÖNEN
Cederiq Mazenq, engenheiro
'O carro de Kimi é levemente mais macio do que o normal para que ele possa sentir a aderência, ganhar confiança e se concentrar mais nas notas de ritmo. Temos que metade adaptar o carro, metade adaptar Kimi.'
Benoît Nogier, chefe da equipe Junior
'Kimi nos impressionou, mas um pódio é muito otimista para 2010. Ele tem muito a aprender. Ele está acostumado a fazer o melhor ajuste na F1; no rali, temos que optar pela melhor concordância.'
Marek Nawarecki, chefe de RP
'Tudo é possível - Kimi pode melhorar sua velocidade muito rapidamente e a segunda metade do ano será muito interessante. mesmo agora ele está a apenas 1,2 segundos por km de alcançar seu companheiro de equipe.'
Kaj Lindström, co-piloto
'Estou acostumado a ter um pouco de atenção após pilotar com Tommi [Mäkinen], mas não assim. Para um cara que fez cinco ralis, a pilotagem de Kimi é inacreditável - muito, muito impressionante.'
Olivier Quesnel, chefe da equipe
'O rali é muito complicado e Kimi tem que aprender tudo - acima de tudo, ele precisa aprender como trabalhar com seu co-piloto e escutar com cuidado. Mas sei que ele vai ir bem.'
Fonte: Car Magazine
Agradecimentos: Saima @KRS, YiNing, Miezicat
Tradução: Fran
Fotos: Mark Fagelson
Isto parece errado. Recém chegamos em Färjestad - palco do Super Estágio Especial que dá início ao Rali da Suécia - e em apenas alguns segundos estarei ao lado de Kimi Räikkönen, uma vez campeão mundial de F1, e agora piloto de rali em tempo integral - o único piloto de F1 na história a fazer uma mudança integral.
Invadimos uma sessão de autógrafos e passamos rapidamente pela fila, empurrando crianças pequenas e passando batido por outros pilotos. A qualquer segundo agora, poderei falar com Kimi, talvez até mesmo fazer cócegas sob seu queixo, e não haverá nem sequer um guarda de segurança ou barreiras entre eu e um dos astros do esporte mais bem pagos do mundo, somente uma frágil mesinha de madeira.
Estou surpreso em como estou nervoso - meu coração lateja, minha boca seca e minhas artérias carótidas pulsam em meu pescoço. O que dizer a Kimi? O que dizer?
Duas garotas à minha frente conseguem uma foto autografada - sem troca de gentilezas - e logo caminham para a frente, sem fôlego, com os olhos arregalados, antes de ter uma conversa inteira de gritos convulsivos. Há fãs masculinos também, todos despachados silenciosamente. É só pelos pequenos que Räikkönen se esforça, e todos são muito tímidos para fazer contato visual. Ele se debruça sobre a mesa, sorri, fala brevemente e coloca o cartão assinado em suas mãos. Minha vez. Ai meu Deus.
'Olá Kimi, somos da Revista CARe viemos para...' Räikkönen olha para cima devagar por debaixo da enorme aba de seu boné de baseball da Red Bull e fixa seus olhos azuis cor de gelo, quase de lobos, nos meus. Ele parece absolutamente furioso, quero dizer, absolutamente, genuinamente furioso, pronto a me socar.
'Ah, não é hora para isso,' ele resmunga. 'Eu só queria dizer que viemos para segui-lo no rali,' eu gaguejo. 'Olha, bem, leve isto,' ele diz, olhando distantemente, me entregando dois pedaços brilhantes de cartões assinados que retratam seu Citroën C4 saltando pelos ares. 'Você está gostando do rali?' eu pergunto. 'Sim,' vem a resposta, trabalhada com a ênfase que uma criança poderia assegurar a sua mãe que ele vai arrumar seu quarto.
Mais tarde, seu RP vai explicar que a Citroën - nossos hospedeiros - não têm força sobre Räikkönen porque ele é um piloto da Red Bull. Uma entrevista é impossível; se eu tiver sorte, receberei uma foto de fã perseguidor.
O rali é realmente um plano B para o campeão mundial de F1. O plano A era competir no campeonato mundial de F1 de 2010 - ele tinha contrato com a Ferrari estte ano, mas Maranello o empurrou para fora para dar espaço a Fernando Alonso. Outras negociações foram interrompidas, e então as ambições de longa data de Räikkönen para o WRC assumiram, com o finlandês se unindo ao compatriota Kaj Lindström, uma vez co-piloto do multi-campeão de WRC Tommi Mäkkinen.
'Conversamos pela primeira vez quando eu trabalhava com Tommi [que se aposentou no final de 2003!]. Kimi disse que gostaria de participar dos ralis um dia, e eu disse que seria seu co-piloto,' diz Lindström, revelando um desejo mais profundamente guardado e senso de lealdade da parte de Räikkönen do que seu comportamento gelado e impassivo possa sugerir.
Fazer - e acreditar - nas notas de ritmo é algo com o qual Räikkönen tem tido dificuldade após a previsibilidade dos circuitos da F1. Então, como eles constroem esta confiança? Simplesmente através da pilotagem? 'Bem, você tem que fazer coisas para conhecer um ao outro fora do carro também,' diz Lindström. 'Tipo o quê?' 'Bem... coisas.' Todo o círculo interno de Räikkönen fica hesitante quanto a sinalizar detalhes.
A dupla participou de cinco ralis até agora, a abertura do campeonato de 2010 neste fim de semana sendo seu sexto, e o primeiro de Räikkönen como um piloto sério do WRC. Ele pilota um Citroën C4 ao lado de Sébastien Ogier na equipe Junior da Citroën, uma demracação abaixo do campeão mundial Sébastien Loeb e do empenho da fábrica com Dani Sordo.
Quando você olha para as barracas e as lustrosas transportadoras da equipe, as duas parecem bastante semelhantes, mas enquanto umas 70 pessoas trabalham na equipe principal, apenas 17 trabalham com Räikkönen e Ogier. Os testes são muito mais limitados também, e o carro - apesar de semelhante - é equivalente às especificações de Loeb em 2008. Enquanto isso, o engenheiro de Räikkönen, Cedric Mazenq, é um jovem cara com currículo no automobilismo apenas desde 2006 e cuja carreira no WRC começou apenas em 2009. Não há tapetes vermelhos aqui.
'Kimi me ligou pessoalmente em outubro do ano passado perguntando se ele poderia fazer isto,' diz o não exagerado chefe da equipe Citroën Racing, Olivier Quesnel. 'Eu disse que ele precisaria trazer o orçamento. A Red Bull pagou; nos encontramos em janeiro.'
Räikkönen recebe tratamento preferencial? 'Não, ele primeiro tem que ir rápido. Ele é como um jovem piloto, o rali é muito complicado e ele tem que aprender. Mas eu sei que ele está fazendo com muita seriedade e realmente quer ser bem-sucedido. Após a primeira metade do ano vamos ver, mas tenho certeza que ele irá bem.'
'Ele é profissional, de mente aberta e esperto,' adiciona o engenheiro Mazenq, 'e seu feedback - por causa da F1 - é muito preciso; ele sente cada clique nos amortecedores. Mas ele sabe que é um novo desafio, que ele ainda não pode competir com os pilotos de ponta e que ele tem que aprender devagar.
'Tentamos ajustar seu carro para tornar as coisas mais fáceis para ele, para que ele possa se concentrar 70% na pilotagem, 30% nas notas de ritmo. Ele tem um set-up de suspensão levemente mais macio do que os outros para que ele possa facilmente sentir a aderência lateral e longitudinal e ter mais confiança. Mas ele é mais suave com a direção nas entradas do que o normal, então ele recebe understeer. Temos que metade adaptar o carro, metade adaptar Kimi.'
Alguns reclamam que o rali não é tão esgotante quanto era, mas ainda há dias muito longos no WRC. Começa na quinta às 8 da noite com o Super Especial, dois carros correndo no estilo Scalextric num estádio. O próximo dia começa às 8:18 da manhã nas florestas, os pilotos parando só depois das 8h da noite. Sábado, é 'só' das 7:58 da manhã até às 6h da tarde; domingo, das 7:52 da manhã até às 3:30 da tarde. Durante este tempo, os pilotos vão bater 345km de estágios difíceis, acreditando totalmente nas notas de ritmo enquanto se comprometem em curvas cegas, mais tarde navegando mais 445km em estradas públicas enquanto pneus roncam grosseiramente abaixo deles. Não é F1.
Às 8h da manhã de sexta-feira, dirigimos até os estágios com pneus de tachão de inverno arranhando as estradas secundárias de gelo e neve, gratos por nossas múltimas camadas de roupas térmicas e à prova d'água e grossas botas, pois a temperatura cai para -21ºC.
Estacionamos e caminhamos floresta adentro, e o sol aparece por verdes cobertos de neve, fumaça de iluminação secundária vindo das fogueiras que os fãs acenderam para manter-se aquecidos e cozinhar comida, um cheiro de salsichas flutuando pelo penetrante ar frio. Há muita cerveja por aí, crianças perambulando, bandeiras finlandesas agitando e apenas alguns chefes de protocolo que apitam segundos antes de um carro de rali passar rugindo a 75 milhas por hora num lugar onde você mal passaria das 30 mph.
Loeb passa primeiro por uma névoa de mastigadas barulhentas de indução gutural e trovões. Logo ele passa um pouco de lado e vai para o ar numa elevação, uma bruma cheia de neve nos envolvendo em sua vigília; o piloto da Ford Mikko Hirvonen é o próximo, claramente mais rápido, absolutamente. Räikkönen é o sétimo - rápido, comprometido, mas visivelmente mais lento. Mais tarde ele vai rodar, e então terminar a composição de seu erro ao afundar nos macios bancos de neve ao lado da estrada enquanto fez uma curva. Vinte e seis minutos vão se passar.
Quando ele chega ao serviço já no escuro, Räikkönen é rodeado pela imprensa quando abandonamos os líderes por um cara que agora está meia hora atrás deles, o 47º colocado entre 54 participantes. Quase incapaz de abrir sua porta na aglomeração, ele se inclina para fora e empurra suavemente um fotógrafo. Todos balançamos para trás, e o piloto que se ajoelha atrás de nós tentando consertar seu carro fica esmagado e empurra de volta; ninguém tem o controle neste tumulto de flashes e cadernos de anotação. Räikkönen não fala com ninguém, mas seu co-piloto fala.
'Para um cara que fez cinco ralis, sua pilotagem é absolutamente incrível,' diz Lindström, zumbindo com adrenalina. 'Pergunte a Petter Solberg, a qualquer um, é incrível. Ok, foi lamentável que saímos da pista, mas estas coisas acontecem e o próprio Kimi Räikkönen nos tirou da neve com uma pá! Eu só espero que as pessoas foquem em sua pilotagem, e não em fazer algum tipo de história escandalosa para os jornais.'
Com isto, Lindström se vai, levando o carro para o serviço, seguido por mais repórteres. Mais tarde, vamos bisbilhotar e ouvir uma entrevista à WRC TV, a única mídia que tem acesso, mas Räikkönen não diz nada revelador - 'seria legal ir mais rápido'; 'é muito mais desafiador que a F1' - então, notavelmente, ele passa por mim me empurrando com algo que tenho certeza que ser um reflexo horrorizado de reconhecimento, caminha em direção aos embriagados fãs finlandeses que têm gritado seu nome incessantemente nos megafones, depois ri e assina seus capacetes. Minha abordagem foi sutil demais?
O sábado mostra algumas performances impressionantes em estágios que mesmo o líder Hirvonen descreve como muito difíceis: 'Há barrancos profundos; neve solta, gelo e cascalho. Você se arrisca o tempo todo.' Räikkönen permanece consistente, se não é espetacular - 54.4 segundos atrás do ritmo no estágio nove de 11; um minuto atrás, em 32º, no 10; 22.8 segundos atrás mas sobe para sexto no estágio 15.
Continuamos a segui-lo para todo lugar. Quando ele sai de seu carro para checar a pressão dos pneuse numa estação de reabastecimento numa área remota, saltamos de trás de uma pilha de toras; quando ele pega uma estrada secundária para a área de serviços, ele demora para perceber enquanto eu abano do lado da estrada; quando o observamos escondidos em seu motorhome, ele sai sorrateiramente de outra porta e emerge entre duas tendas. Eu fico ao lado de seu carro por uma hora no serviço noturno enquanto meus pés congelam, e então descubro que ele está comendo na área de hospitalidade da Citroën. Ele está lá. Kimi Räikkönen está jantando logo ali. Podemos simplesmente entrar.
Eu faço a abordagem do encantador de cavalos - entro caminhando timidamente, olhando para o chão, sento do lado oposto da tenda, sento ali por alguns minutos, e então abordo seu RP enquanto a WRC TV grava uma entrevista. Uma foto com Kimi. Uma foto. 'Kimi. Uma foto,' diz sua PR.
Kimi Räikkönen revira seus olhos, então caminha e fica ao meu lado. 'Obrigado, Kimi,' eu digo. Não há resposta. Mark Fagelson tira a foto. Räikkönen imediatamente recua à segurança. É isto. Terminamos. Uau.
O rali termina no próximo dia após 21 esgotantes estágios. Hirvonen termina 42,3 segundos à frente de Loeb, que termina 33,1 segundos à frente de Jari-Matti Latvala. Possivelmente o melhor piloto finlandês do mundo termina em 30º, 37 minutos, 47,2 segundos atrás do quinto colocado, seu companheiro de equipe Ogier. 'Na F1, a única grande mudança acontece quando você está usando pneus slick no molhado,' ele diz à WRC TV mais tarde, 'mas no rali, cada curva pode ser diferente e geralmente é. Eu tenho muito respeito pelos caras que estão no topo.'
Ele vai retornar para 2011? O chefe da equipe Olivier Quesnel não descartou uma promoção para a equipe principal, mas eu duvido. Räikkönen diz gostar do cartáter 'sem bobagens' do WRC, mas com isto vem uma sessão de autógrafos que qualquer um pode invadir; um estacionamento de serviços onde os jornalistas andam em bandos selvagens; a necessidade de pilotar em estradas onde o público pode simplesmente o seguir.
O WRC não vai mudar para acomodar Räikkönen, e você fica imaginando se talvez ele não vá sentir falta de um pouco das bobagens da F1 - algumas barreiras claramente definidas entre ele, o público e a imprensa - de tempos em tempos. Certamente me tiraria de seu encosto. Quando partimos para pegar nosso avião, descubro que seu RP está tentando me tirar de perto também quando ele me diz para enviar por e-mail algumas perguntas que Räikkönen irá respondê-las. Parece como mandar um e-mail para Papai Notel. Então, quatro dias depois, uma resposta chega à minha caixa de entrada. Quase não posso acreditar.
'Você tem algum heroi no rali?' perguntei. 'Não, nunca tive nenhum heroi na F1 e é o mesmo no rali,' escreve Räikkönen. 'Mas sempre fui amigo de pilotos de rali como Tommi Mäkinen, que já correu com meu carro para mim no passado. Ele foi um grande campeão.'
'O rali é mais assustador do que a F1?' 'Nunca tive medo dentro de um carro, então é difícil dizer. É verdade que no rali você fica próximo das árvores, mas as velocidades são mais baixas do que na F1. No momento é mais difícil do que a F1, certamente!'
'O rali vai te tornar um piloto melhor de F1?' 'Não acho que sim, pois é um outro tipo de pilotagem completamente. No rali você compete em uma grande variedade de superfícies e condições, e tecnicamente a F1 é muito diferente, com todos os parâmetros como aerodinâmica, que não participam do rali.'
'A Suécia foi mais esgotante que um fim de semana na F1?' 'De algumas maneiras, sim. Saíamos às 5:30 da manhã e não voltávamos até depois das 10 da noite. Você só tem uma meia hora nas paradas para serviços, e um pouco mais à noite, então não há muito tempo para fazer tudo. Pelo outro lado, as forças físicas sobre seu corpo não são tão grandes quanto na F1.'
'Todo mundo diz que este é um ano de aprendizado para você no WRC, mas você pode realmente se ver no WRC 2011?' 'Não faz sentido pensar nisso até a metade desta temporada, mas com certeza há uma possibilidade de eu ficar no rali no ano que vem.'
Todo este tempo de perseguições, congelamento e viagem e um simples e-mail responde mais do que poderíamos ter coberto pessoalmente. 'O truque,' diz o RP, 'é abordá-lo quando ele está entediado.'
Como aprendemos, isto é mais difícil do que o olhar apático de Räikkönen possa sugerir.
Trabalhando com Kimi
OS HOMENS POR TRÁS DE KIMI RÄIKKÖNEN
Cederiq Mazenq, engenheiro
'O carro de Kimi é levemente mais macio do que o normal para que ele possa sentir a aderência, ganhar confiança e se concentrar mais nas notas de ritmo. Temos que metade adaptar o carro, metade adaptar Kimi.'
Benoît Nogier, chefe da equipe Junior
'Kimi nos impressionou, mas um pódio é muito otimista para 2010. Ele tem muito a aprender. Ele está acostumado a fazer o melhor ajuste na F1; no rali, temos que optar pela melhor concordância.'
Marek Nawarecki, chefe de RP
'Tudo é possível - Kimi pode melhorar sua velocidade muito rapidamente e a segunda metade do ano será muito interessante. mesmo agora ele está a apenas 1,2 segundos por km de alcançar seu companheiro de equipe.'
Kaj Lindström, co-piloto
'Estou acostumado a ter um pouco de atenção após pilotar com Tommi [Mäkinen], mas não assim. Para um cara que fez cinco ralis, a pilotagem de Kimi é inacreditável - muito, muito impressionante.'
Olivier Quesnel, chefe da equipe
'O rali é muito complicado e Kimi tem que aprender tudo - acima de tudo, ele precisa aprender como trabalhar com seu co-piloto e escutar com cuidado. Mas sei que ele vai ir bem.'
Fonte: Car Magazine
Agradecimentos: Saima @KRS, YiNing, Miezicat
Tradução: Fran
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19 de março de 2010
Silêncio de Kimi pode ter custado a ele sua carreira na F1

De campeão mundial e astro da F1 para novato do rali - é a maior mudança do ano.
"Ele não dá comentários extras," diz Marcus Grönholm.
O mito ao redor de Räikkönen diz que ele é um garoto festeiro e preguiçoso que não cospe no copo, é tímido frente à mídia e longe de ser um raio de sol em eventos de RP.
No Rali da Suécia, o astro da F1 copiou o estilo de Greta Garbo de forma quase apavorante, e colocou seu boné sobre seus olhos várias vezes quando os fotógrafos rodeavam seu carro. Você quase pode falar sobre uma situação de pesadelo para a mídia internacional. Enquanto os outros pilotos comiam sanduíches, bebiam café e conversavam com a mídia, Räikkönen escolheu se esconder em seu carro, falar ao telefone e ignorar completamente a mídia. E, como sua porta ficou fechada, Kaj Lindström teve que levar os 'socos da mídia' fora do carro.
"Kimi é esperto em fugir dos repórteres," diz Marcus Grönholm. "Para ser sincero, tudo que há é que alguém de renome começou a pilotar no rali. Só pode ser positivo, apesar dele roubar as atenções dos outros."
Mas Räikkönen é assim, incrivelmente tímido em relação à mídia?
" Sim, ele é um pouco tímido em relação à mídia. Ele é um ótimo cara que não quer falar com a mídia," disse Grönholm ao Sportbladet.
Você conhece Kimi?
"Sim, um pouco. Sentamos no terraço da Sågen no verão passado bebendo cerveja. Ele é legal de verdade. Com privacidade, quando ele está no meio da turma, ele é realmente aberto e na verdade bastante falante."
Ah, então temos que oferecer cerveja a ele para que ele fale conosco?
Grönholm ri.
Quando o Sportsbladet conseguiu um momento com Kimi no caótico campo de batalha de repórteres, Räikkönen revelou que pode ficar permanentemente no rali.
Kaj Lindström:
- O cara sabe como pilotar rali e é um grande talento. O desafio não é pilotar o carro, é aprender a confiar cegamente em minhas notas e pilotar de acordo com elas.
Apesar de se esconder da mídia, Kimi Räikkönen explodiu rumo ao WRC com seu próprio brilho estelar.
Não por causa de suas posições, mas ele é o piloto mais quente do rali no momento.
Fonte: Sportbladet
Agradecimento: Nicole @PF1
Quando o Sportsbladet conseguiu um momento com Kimi no caótico campo de batalha de repórteres, Räikkönen revelou que pode ficar permanentemente no rali.
Kaj Lindström:
- O cara sabe como pilotar rali e é um grande talento. O desafio não é pilotar o carro, é aprender a confiar cegamente em minhas notas e pilotar de acordo com elas.
Apesar de se esconder da mídia, Kimi Räikkönen explodiu rumo ao WRC com seu próprio brilho estelar.
Não por causa de suas posições, mas ele é o piloto mais quente do rali no momento.
Fonte: Sportbladet
Agradecimento: Nicole @PF1
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15 de março de 2010
Kimi Räikkönen - O Grande Silencioso

Rali. O pessoal do rali internacional já estão acostumados com os estranhamente falantes pilotos finlandeses de rali. Agora eles estão confusos com Kimi Räikkönen - ele é só mais um comum e silencioso finlandês. Apu entrevistou muitos experts do rali no Rali da Suécia. Eles não ficaram surpresos com a velocidade de Räikkönen.
Os fotógrafos que viajam pelo mundo se perguntavam uns aos outros:
- Ele é idiota?
As reações dos repórteres estrangeiros também dizia muito:
- Ooh la la!
Um repórter francês conseguiu receber uma resposta de duas frases. É claro, de Kimi Räikkönen.
Räikkönen passou a maior parte de sua carreira em carros de corrida rodeado por dezenas de fotógrafos e repórteres. Ele odeia esse tipo de situação.
O finlandês aprendeu muito rapidamente como agir enquanto os flashes das câmeras disparavam ao seu redor no paddock da F1. Ele tinha que passar pela frente dos fotógrafos e repórteres sempre quando caminhava do paddock ao motorhome, construído dentro do circuito.
Ele sempre caminhava por esta repulsiva distância num ritmo acelerado. Os fotógrafos tinham que ou dar espaço para que ele passasse ou seriam atropelados por ele. Räikkönen continuava olhando para baixo. Quando pressionado pelas lentes das câmeras e pelos fotógrafos, ele criava seu próprio espacinho.
Nesta pequena bolha, Räikkönen ficava em paz. Ele só saía de seu próprio mundo por um momento se algum fotógrafo o empurrava sem querer. Com a mudança da F1 para o rali, dizem que Kimi Räikkönen mudaria.
- Kimi não mudou nada, disse Riku Kuvaja no paddock do Rali da Suécia.
Aparentemente não. Räikkönen caminha para a frente e para trás do caminhão da Citroën e do carro de rali numa velocidade que ninguém tem tempo de perguntar nada a ele. Quando Räikkönen termina um estágio, ele não abre a porta para os repórteres fazerem perguntas. Ele também ficou dentro do carro no estacionamento de serviços. Kaj Lindström teve que falar em seu lugar.
Um repórter francês pescando por uma resposta curta teve sorte pois Räikkönen teve que ir pegar sua jaqueta do porta-malas na noite de sábado. Durante sua pequena viagem, Räikkönen deu menos de cinco comentários a alguns repórteres.
As pessoas do rali internacional estão acostumadas com finlandeses falantes fora do comum. Mikko Hirvonen e Jari-Matti Latvala são esportistas modernos que estão sempre prontos para comentar suas performances.
Muitos deles lembram as bagunças de Marcus Grönholm, Tommi Mäkinen, Juha Kankkunen & co. O primeiro campeão mundial de rali finlandês, Ari Vatanen, trilhou pela fala seu caminho ao Parlamento Europeu - como o representante da França.
Kimi Räikkönen quebra todas as regras não-escritas do mundo do rali. Isso por si só já deixa os repórteres nervosos - até mesmo alguns repórteres finlandeses.
- Qual é o problema de Kimi com a mídia? - os repórteres perguntaram ao pessoal da Citroën no paddock no Rali da Suécia.
Escutava-se Räikkönen, que acabara de comentar brevemente ao mestre de cerimônias, através dos alto-falantes. Porque o organizador tinha solicitado a todos os pilotos que fizessem isso.
Os repórteres de rali estão acostumados a ganhar suas próprias sessões de entrevistas. Na Citroën, eles fizeram o que podiam para fazer algo positivo, prometendo que Räikkönen falaria durante seu próximo intervalo.
- Sério? Eles disseram isso? Acho que eles esqueceram de perguntar a Kimi, ri Mark Arnall.
E Räikkönen não falou.
Mas vamos entrar no macacão de corridas de Räikkönen por um momento e pensar no que o homem poderia dizer. Todas as perguntas já foram feitas e Räikkönen já respondeu a todas. Ele ainda está aprendendo o rali. É um grande desafio e ele não tem expectativas sobre suas posições.
Por que ele deve responder às mesmas perguntas várias vezes? Räikkönen não gosta de discurso e ele não quer começar a inventar respostas para cada repórter.
Quando os fotógrafos de rali se perguntam se Räikkönen é idiota eles ficam confusos com o comportamento frio do homem. Mas Räikkönen não é uma pessoa fria. Se ele vê um rosto familiar no paddock, você verá um brilhante e gostoso sorriso em seu rosto. Räikkönen somente não sorri a todo mundo que ele encontra - é comportamento típico de um finlandês.
Kimi Räikkönen gosta de correr. Ele bebe. Kimi Räikkönen também é amigo de Matti Nykänen. Alguns finlandeses ficariam envergonhados deste currículo no exterior.
Os fãs de Räikkönen podem perguntar o contrário: por que ficar envergonhado? Räikkönen ascendeu ao grupo dos esportistas mais famosos e mais bem pagos porque é um dos pilotos mais talentosos da história do automobilismo - e não graças a seus talentos discursivos.
Räikkönen deixa sua pilotagem falar por si.
Entre as pessoas da F1, Räikkönen é imensamente respeitado. Sua habilidade de pilotar um carro de F1 deixaram todos os ex-campeões e outros admirados.
Räikkönen é um caso completamente único. Ele tem uma maneira de controlar um carro mística, a toda velocidade e de forma que ele possa perder o controle do carro o tempo todo.
É perigoso perder o controle quando você está pilotando a 300km/h rodeado de grades ou a 200km/h numa estreita estrada de floresta. Você fica próximo de se matar. Há sempre o risco de morte no automobilismo, não importa o quão boas sejam as precauções de segurança.
Isto diz muito sobre a diferença de Kimi Räikkönen: na F1, todos os pilotos querem que seu carro tenha understeer, em outras palavras, um carro que pressione um pouco nas curvas. Num carro de oversteering, o oposto, a traseira escorrega fácil, o que faz com que o carro rode. Räikkönen, pelo outro lado, sempre quis definitivamente um carro com oversteer na F1 porque ele tem uma habilidade singular de manter na linha de traçado um carro constantemente à beira de um rodopio - e pilotar realmente rápido por causa disto.
A equipe de rali da Citroën tentou construir um carro que se adeque ao estilo de pilotagem de Räikkönen: se não é um carro com oversteering, pelo menos é um carro com muito pouco understeering. Este trabalho será contínuo durante a série do WRC para que Räikkönen consiga exatamente o carro que seu estilo de pilotagem requer.
No rali, o over e understeering não é tão crucial quanto na F1, onde o segundo ano de Räikkönen na Ferrari foi completamente destruído por causa de seu carro construído de forma understeering.
No rali, novamente, é extremamente importante fazer as notas corretamente - e isto é algo que Räikkönen ainda não consegue, mesmo tendo Kaj Lindström, antigo co-piloto de Tommi Mäkinen o ajudando.
No rali, a tração também muda mais do que na F1. Especialmente nos ralis de inverno, a mudança de tração é feroz. No Rali da Suécia, o carro saiu do controle de Räkkönen muitas vezes. Tenho certeza que muitos se divertiram olhando as fotos do 'milionário Kimi' trabalhando duro, cavando para tirar seu carro da neve.
Mas Kimi cavou. Faz parte do trabalho de um piloto de rali. Assim como chegar ao hotel antes da meia-noite e acordar às cinco da manhã para o próximo dia de rali. Era muito mais fácil na F1.
Mas Räikkönen tem o que precisa para se tornar um piloto de rali? Ele mesmo disse antes do Rali da Suécia que estava realmente interessado em descobrir qual era o seu ritmo comparado com os outros.
O pessoal da Citroën teve que esfregar seus olhos quando olharam aos tempos parciais do Estágio Sågen. Aquele estágio foi pilotado duas vezes no mesmo dia.
Na primeira vez, Räikkönen estava meio segundo atrás de seu companheiro de equipe Sébastien Ogier, e um segundo atrás dos líderes. Mesmo assim, Räikkönen entrou num banco de neve a 100 metros do final.
Na segunda vez, Räikkönen tinha checado suas notas e estava marcando tempos impressionantes na tela. Ele ficou na frente de Ogier até alguns quilômetros antes da chegada.
- Foi um estágio diferente dos outros. Uma estrada grande, rápida e boa de pilotar. Um pouco como em Jyväskylä. No fim, os pneus perderam a tração, contou Lindström.
Mesmo assim, R6aikkönen estava apenas um segundo atrás de Ogier. Ele ficou 18 segundos atrás de Mikko Hirvonen durante um estágio de 14km. Um pouco mais de um segundo por quilômetro. Foi uma sensação. E Räikkönen estava pilotando em seu primeiro rali do WRC com um míssil de WRC de 300 cavalos.
O Rali da Suécia é, além de tudo, o lugar mais difícil de começar, porque é tão diferente de todos os outros. Ser um finlandês não ajudou Räikkönen num rali de neve.
- Um segundo por quilômetro da liderança é um feito fantástico. Normalmente levaria pelo menos uma temporada para que qualquer um pudesse mostrar tamanha velocidade, disse o relações públicas da Citroën Marek Nawarecki.
Kimi Räikkönen falou - da forma que sabe.
Para o pessoal do rali, um carro de F1 não é um carro. Um carro de rali é.
- Os pilotos de F1 não sabem dirigir um carro. Você não deve escorregar na F1. Mas Kimi sempre pilotou fora da F1 e também sabe dirigir um carro, foi o que muitas pessoas disseram.
Surpreendentemente, eles acham que Räikkönen vai se beneficiar do tanto que pilotou um snowmobile. Räikkönen também já fez safaris de alta velocidade e também participou em corridas de trenó a motor e foi bem. De acordo com experts, pilotar um snowmobile e um carro de rali têm algumas semelhanças.
- Podem ter algo semelhante, mas é 100 vezes mais difícil pilotar um carro de rali, Räikkönen disse à Apu.
De acordo com Räikkönen, o mais significante é fazer as notas.
- Eu tinha notas ruins em muitos estágios. Não dá pra pilotar tão rápido quanto você quer neste caso.
- Você resolve os problemas se tiver boas notas, dessa forma dá pra pilotar mais rápido. Para fazê-las é preciso de experiência, disse Räikkönen.
O próximo rali será no México, no cascalho. De acordo com Räikkönen, a corrida será, de certa forma, mais fácil do que na Suécia.
- A tração é mais parelha no cascalho do que na neve. Mas ainda não pilotei um metro sequer no cascalho com este carro.
Fonte: Apu
Agradecimento: Nicole
Tradução: Fran
Os fotógrafos que viajam pelo mundo se perguntavam uns aos outros:
- Ele é idiota?
As reações dos repórteres estrangeiros também dizia muito:
- Ooh la la!
Um repórter francês conseguiu receber uma resposta de duas frases. É claro, de Kimi Räikkönen.
Räikkönen passou a maior parte de sua carreira em carros de corrida rodeado por dezenas de fotógrafos e repórteres. Ele odeia esse tipo de situação.
O finlandês aprendeu muito rapidamente como agir enquanto os flashes das câmeras disparavam ao seu redor no paddock da F1. Ele tinha que passar pela frente dos fotógrafos e repórteres sempre quando caminhava do paddock ao motorhome, construído dentro do circuito.
Ele sempre caminhava por esta repulsiva distância num ritmo acelerado. Os fotógrafos tinham que ou dar espaço para que ele passasse ou seriam atropelados por ele. Räikkönen continuava olhando para baixo. Quando pressionado pelas lentes das câmeras e pelos fotógrafos, ele criava seu próprio espacinho.
Nesta pequena bolha, Räikkönen ficava em paz. Ele só saía de seu próprio mundo por um momento se algum fotógrafo o empurrava sem querer. Com a mudança da F1 para o rali, dizem que Kimi Räikkönen mudaria.
- Kimi não mudou nada, disse Riku Kuvaja no paddock do Rali da Suécia.
Aparentemente não. Räikkönen caminha para a frente e para trás do caminhão da Citroën e do carro de rali numa velocidade que ninguém tem tempo de perguntar nada a ele. Quando Räikkönen termina um estágio, ele não abre a porta para os repórteres fazerem perguntas. Ele também ficou dentro do carro no estacionamento de serviços. Kaj Lindström teve que falar em seu lugar.
Um repórter francês pescando por uma resposta curta teve sorte pois Räikkönen teve que ir pegar sua jaqueta do porta-malas na noite de sábado. Durante sua pequena viagem, Räikkönen deu menos de cinco comentários a alguns repórteres.
As pessoas do rali internacional estão acostumadas com finlandeses falantes fora do comum. Mikko Hirvonen e Jari-Matti Latvala são esportistas modernos que estão sempre prontos para comentar suas performances.
Muitos deles lembram as bagunças de Marcus Grönholm, Tommi Mäkinen, Juha Kankkunen & co. O primeiro campeão mundial de rali finlandês, Ari Vatanen, trilhou pela fala seu caminho ao Parlamento Europeu - como o representante da França.
Kimi Räikkönen quebra todas as regras não-escritas do mundo do rali. Isso por si só já deixa os repórteres nervosos - até mesmo alguns repórteres finlandeses.
- Qual é o problema de Kimi com a mídia? - os repórteres perguntaram ao pessoal da Citroën no paddock no Rali da Suécia.
Escutava-se Räikkönen, que acabara de comentar brevemente ao mestre de cerimônias, através dos alto-falantes. Porque o organizador tinha solicitado a todos os pilotos que fizessem isso.
Os repórteres de rali estão acostumados a ganhar suas próprias sessões de entrevistas. Na Citroën, eles fizeram o que podiam para fazer algo positivo, prometendo que Räikkönen falaria durante seu próximo intervalo.
- Sério? Eles disseram isso? Acho que eles esqueceram de perguntar a Kimi, ri Mark Arnall.
E Räikkönen não falou.
Mas vamos entrar no macacão de corridas de Räikkönen por um momento e pensar no que o homem poderia dizer. Todas as perguntas já foram feitas e Räikkönen já respondeu a todas. Ele ainda está aprendendo o rali. É um grande desafio e ele não tem expectativas sobre suas posições.
Por que ele deve responder às mesmas perguntas várias vezes? Räikkönen não gosta de discurso e ele não quer começar a inventar respostas para cada repórter.
Quando os fotógrafos de rali se perguntam se Räikkönen é idiota eles ficam confusos com o comportamento frio do homem. Mas Räikkönen não é uma pessoa fria. Se ele vê um rosto familiar no paddock, você verá um brilhante e gostoso sorriso em seu rosto. Räikkönen somente não sorri a todo mundo que ele encontra - é comportamento típico de um finlandês.
Kimi Räikkönen gosta de correr. Ele bebe. Kimi Räikkönen também é amigo de Matti Nykänen. Alguns finlandeses ficariam envergonhados deste currículo no exterior.
Os fãs de Räikkönen podem perguntar o contrário: por que ficar envergonhado? Räikkönen ascendeu ao grupo dos esportistas mais famosos e mais bem pagos porque é um dos pilotos mais talentosos da história do automobilismo - e não graças a seus talentos discursivos.
Räikkönen deixa sua pilotagem falar por si.
Entre as pessoas da F1, Räikkönen é imensamente respeitado. Sua habilidade de pilotar um carro de F1 deixaram todos os ex-campeões e outros admirados.
Räikkönen é um caso completamente único. Ele tem uma maneira de controlar um carro mística, a toda velocidade e de forma que ele possa perder o controle do carro o tempo todo.
É perigoso perder o controle quando você está pilotando a 300km/h rodeado de grades ou a 200km/h numa estreita estrada de floresta. Você fica próximo de se matar. Há sempre o risco de morte no automobilismo, não importa o quão boas sejam as precauções de segurança.
Isto diz muito sobre a diferença de Kimi Räikkönen: na F1, todos os pilotos querem que seu carro tenha understeer, em outras palavras, um carro que pressione um pouco nas curvas. Num carro de oversteering, o oposto, a traseira escorrega fácil, o que faz com que o carro rode. Räikkönen, pelo outro lado, sempre quis definitivamente um carro com oversteer na F1 porque ele tem uma habilidade singular de manter na linha de traçado um carro constantemente à beira de um rodopio - e pilotar realmente rápido por causa disto.
A equipe de rali da Citroën tentou construir um carro que se adeque ao estilo de pilotagem de Räikkönen: se não é um carro com oversteering, pelo menos é um carro com muito pouco understeering. Este trabalho será contínuo durante a série do WRC para que Räikkönen consiga exatamente o carro que seu estilo de pilotagem requer.
No rali, o over e understeering não é tão crucial quanto na F1, onde o segundo ano de Räikkönen na Ferrari foi completamente destruído por causa de seu carro construído de forma understeering.
No rali, novamente, é extremamente importante fazer as notas corretamente - e isto é algo que Räikkönen ainda não consegue, mesmo tendo Kaj Lindström, antigo co-piloto de Tommi Mäkinen o ajudando.
No rali, a tração também muda mais do que na F1. Especialmente nos ralis de inverno, a mudança de tração é feroz. No Rali da Suécia, o carro saiu do controle de Räkkönen muitas vezes. Tenho certeza que muitos se divertiram olhando as fotos do 'milionário Kimi' trabalhando duro, cavando para tirar seu carro da neve.
Mas Kimi cavou. Faz parte do trabalho de um piloto de rali. Assim como chegar ao hotel antes da meia-noite e acordar às cinco da manhã para o próximo dia de rali. Era muito mais fácil na F1.
Mas Räikkönen tem o que precisa para se tornar um piloto de rali? Ele mesmo disse antes do Rali da Suécia que estava realmente interessado em descobrir qual era o seu ritmo comparado com os outros.
O pessoal da Citroën teve que esfregar seus olhos quando olharam aos tempos parciais do Estágio Sågen. Aquele estágio foi pilotado duas vezes no mesmo dia.
Na primeira vez, Räikkönen estava meio segundo atrás de seu companheiro de equipe Sébastien Ogier, e um segundo atrás dos líderes. Mesmo assim, Räikkönen entrou num banco de neve a 100 metros do final.
Na segunda vez, Räikkönen tinha checado suas notas e estava marcando tempos impressionantes na tela. Ele ficou na frente de Ogier até alguns quilômetros antes da chegada.
- Foi um estágio diferente dos outros. Uma estrada grande, rápida e boa de pilotar. Um pouco como em Jyväskylä. No fim, os pneus perderam a tração, contou Lindström.
Mesmo assim, R6aikkönen estava apenas um segundo atrás de Ogier. Ele ficou 18 segundos atrás de Mikko Hirvonen durante um estágio de 14km. Um pouco mais de um segundo por quilômetro. Foi uma sensação. E Räikkönen estava pilotando em seu primeiro rali do WRC com um míssil de WRC de 300 cavalos.
O Rali da Suécia é, além de tudo, o lugar mais difícil de começar, porque é tão diferente de todos os outros. Ser um finlandês não ajudou Räikkönen num rali de neve.
- Um segundo por quilômetro da liderança é um feito fantástico. Normalmente levaria pelo menos uma temporada para que qualquer um pudesse mostrar tamanha velocidade, disse o relações públicas da Citroën Marek Nawarecki.
Kimi Räikkönen falou - da forma que sabe.
Para o pessoal do rali, um carro de F1 não é um carro. Um carro de rali é.
- Os pilotos de F1 não sabem dirigir um carro. Você não deve escorregar na F1. Mas Kimi sempre pilotou fora da F1 e também sabe dirigir um carro, foi o que muitas pessoas disseram.
Surpreendentemente, eles acham que Räikkönen vai se beneficiar do tanto que pilotou um snowmobile. Räikkönen também já fez safaris de alta velocidade e também participou em corridas de trenó a motor e foi bem. De acordo com experts, pilotar um snowmobile e um carro de rali têm algumas semelhanças.
- Podem ter algo semelhante, mas é 100 vezes mais difícil pilotar um carro de rali, Räikkönen disse à Apu.
De acordo com Räikkönen, o mais significante é fazer as notas.
- Eu tinha notas ruins em muitos estágios. Não dá pra pilotar tão rápido quanto você quer neste caso.
- Você resolve os problemas se tiver boas notas, dessa forma dá pra pilotar mais rápido. Para fazê-las é preciso de experiência, disse Räikkönen.
O próximo rali será no México, no cascalho. De acordo com Räikkönen, a corrida será, de certa forma, mais fácil do que na Suécia.
- A tração é mais parelha no cascalho do que na neve. Mas ainda não pilotei um metro sequer no cascalho com este carro.
Fonte: Apu
Agradecimento: Nicole
Tradução: Fran
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26 de fevereiro de 2010
Kimi: "O Santander injetou dinheiro para que eu saísse"
25/02/2010
Entrevista exclusiva de Kimi Räikkönen à Autopista

Kimi Räikkönen se encontrou com a Autopista durante o percurso do Rali da Suécia, onde ele falou sobre sua estreia no WRC, e também deu pistas sobre seu passado na Fórmula 1, como por exemplo sobre o real motivo por trás de sua saída da Ferrari.
O finlandês Kimi Räikkönen falou com nosso jornalista Fernando Albes no final do Rali da Suécia, onde o campeão mundial de Fórmula 1 fez sua estreia no WRC. Você poderá ler a entrevista completa na última edição da Autopista, edição 2.641, à venda. Aqui revemos algumas das citações mais suculentas de um piloto que fala mais do que parece...
Kimi, você causou uma grande comoção no mundo do rali. Você gosta mais dos ralis do que da Fórmula 1?
Acho que a repercussão é a mesma, corro nos ralis porque gosto. Não gosto mais do que da F1, ainda gosto da F1, mas o rali é algo que eu sempre quis tentar.
Como você foi na Suécia?
A neve é a superfície mais difícil de pilotar, porque você não pode ver as linhas de traçado, que podem te ajudar. Ainda há muito a aprender, mas estou ganhando experiência com o carro e com as notas, e aos poucos vou começar a ir melhor.
Onde ná mais pressão, aqui ou na Fórmula 1?
A pressão é a mesma para mim, porque é a pressão que imponho a mim mesmo.
Dizem que você relaciona a chegada de Alonso na Ferrari com o dinheiro que o Santander injetou para que você saísse.
Não fui eu que injetei o dinheiro, o Santander teve algo a ver com isso. Mas para mim não importa.
Fonte: Terra.es
Tradução: Fran
Entrevista exclusiva de Kimi Räikkönen à Autopista

Kimi Räikkönen se encontrou com a Autopista durante o percurso do Rali da Suécia, onde ele falou sobre sua estreia no WRC, e também deu pistas sobre seu passado na Fórmula 1, como por exemplo sobre o real motivo por trás de sua saída da Ferrari.
O finlandês Kimi Räikkönen falou com nosso jornalista Fernando Albes no final do Rali da Suécia, onde o campeão mundial de Fórmula 1 fez sua estreia no WRC. Você poderá ler a entrevista completa na última edição da Autopista, edição 2.641, à venda. Aqui revemos algumas das citações mais suculentas de um piloto que fala mais do que parece...
Kimi, você causou uma grande comoção no mundo do rali. Você gosta mais dos ralis do que da Fórmula 1?
Acho que a repercussão é a mesma, corro nos ralis porque gosto. Não gosto mais do que da F1, ainda gosto da F1, mas o rali é algo que eu sempre quis tentar.
Como você foi na Suécia?
A neve é a superfície mais difícil de pilotar, porque você não pode ver as linhas de traçado, que podem te ajudar. Ainda há muito a aprender, mas estou ganhando experiência com o carro e com as notas, e aos poucos vou começar a ir melhor.
Onde ná mais pressão, aqui ou na Fórmula 1?
A pressão é a mesma para mim, porque é a pressão que imponho a mim mesmo.
Dizem que você relaciona a chegada de Alonso na Ferrari com o dinheiro que o Santander injetou para que você saísse.
Não fui eu que injetei o dinheiro, o Santander teve algo a ver com isso. Mas para mim não importa.
Fonte: Terra.es
Tradução: Fran
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Dores nas costas impedem Räikkönen de testar
Kimi Räikkönen não pôde seguir com seus testes programados antes do Rali do México, na semana que vem, devido a desconforto lombar - mas ele ainda está otimista de que vai ir melhor no evento de cascalho do que foi nas condições de neve da abertura do campeonato no Rali da Suécia.
O campeão mundial de Fórmula 1 ainda não testou com seu Citroën C4 no cascalho, mas não quis arriscar levar uma lesão para o rali.
"Meu plano era inicialmente participar de uma sessão de testes no cascalho para que pudesse conhecer melhor o Citroën C4 WRC numa superfície nova para mim," disse Räikkönen.
"Mas infelizmente tive um pouco de dores nas costas que me impediram de pilotar. Fiz um tratamento agora mas preferi descansar antes de ir para o México.
"É claro que eu gostaria de ter testado o carro antes de ir, mas era importante que eu me recuperasse para poder começar o segundo rali da temporada com a melhor forma física possível."
Tendo sido atrasado por acidentes nos dois ralis de neve que ele competiu pela equipe Citroën Junior - o Rali Ártico e a abertura do WRC na Suécia - Räikkönen espera que a superfície de cascalho seja mais confortável no México.
"Minha impressão é que pilotar no cascalho deve ser um pouco mais fácil para nós. Ou pelo menos é isso que Marcus Grönholm me disse!" ele brincou.
"Calculo que vamos encontrar níveis de aderência mais consistentes no cascalho. Mas no momento ainda me falta experiência. Eu preciso acumular mais quilometragem com o carro para me acostumar a ele em particular e no rali em geral."
Räikkönen adicionou que ele estava satisfeito com seu desempenho na Suécia, tendo feito alguns tempos promissores entre incidentes.
"O mais positivo é que conseguimos cobrir todos os estágios do Rali da Suécia e aprendemos muito," ele disse. "Poderíamos ter ido melhor no geral se não fossem alguns pequenos erros, mas conseguimos melhorar nossos tempos nos estágios conforme o rali foi progredindo. Era nosso objetivo inicial.
"A segunda passada pelos estágios foi melhor para nós. Também senti muita diferença conforme me tornei mais confiante com minhas notas. Com mais experiência, as coisas devem ficar mais fáceis."
Fonte: Autosport
Agradecimento: Anelise
Tradução: Fran
O campeão mundial de Fórmula 1 ainda não testou com seu Citroën C4 no cascalho, mas não quis arriscar levar uma lesão para o rali."Meu plano era inicialmente participar de uma sessão de testes no cascalho para que pudesse conhecer melhor o Citroën C4 WRC numa superfície nova para mim," disse Räikkönen.
"Mas infelizmente tive um pouco de dores nas costas que me impediram de pilotar. Fiz um tratamento agora mas preferi descansar antes de ir para o México.
"É claro que eu gostaria de ter testado o carro antes de ir, mas era importante que eu me recuperasse para poder começar o segundo rali da temporada com a melhor forma física possível."
Tendo sido atrasado por acidentes nos dois ralis de neve que ele competiu pela equipe Citroën Junior - o Rali Ártico e a abertura do WRC na Suécia - Räikkönen espera que a superfície de cascalho seja mais confortável no México.
"Minha impressão é que pilotar no cascalho deve ser um pouco mais fácil para nós. Ou pelo menos é isso que Marcus Grönholm me disse!" ele brincou.
"Calculo que vamos encontrar níveis de aderência mais consistentes no cascalho. Mas no momento ainda me falta experiência. Eu preciso acumular mais quilometragem com o carro para me acostumar a ele em particular e no rali em geral."
Räikkönen adicionou que ele estava satisfeito com seu desempenho na Suécia, tendo feito alguns tempos promissores entre incidentes.
"O mais positivo é que conseguimos cobrir todos os estágios do Rali da Suécia e aprendemos muito," ele disse. "Poderíamos ter ido melhor no geral se não fossem alguns pequenos erros, mas conseguimos melhorar nossos tempos nos estágios conforme o rali foi progredindo. Era nosso objetivo inicial.
"A segunda passada pelos estágios foi melhor para nós. Também senti muita diferença conforme me tornei mais confiante com minhas notas. Com mais experiência, as coisas devem ficar mais fáceis."
Fonte: Autosport
Agradecimento: Anelise
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Citroën Junior Team fará sua estreia no México

Após as condições de inverno do Rali da Suécia, a equipe Citroën Junior agora muda de continente e superfície para contestar a primeira rodada de cascalho da temporada 2010 do Campeonato Mundial de Rali da FIA. Sébastien Ogier/Julien Ingrassia e Kimi Räikkönen/Kaj Lindström vão pilotar os dois Citroën C4 WRCs da equipe.
Tendo aparecido pela primeira vez no WRC em 2004, o evento, que ocorre em León, tem a rota mais concentrada de rali do calendário deste ano. Na verdade, 354,60km de um comprimento de rota total de 884,58km são pilotados competitivamente. Outra peculiaridade do Rali do México é que os competidores vão estar pilotando numa altitude dequase 2800 metros num ponto do dia de abertura (Ortega, SS2 e SS6). A Citroën chega ao evento renovada após três vitórias consecutivas no México, entre 2006 e 2008. Ainda assim, o Rali do México será uma experiência nova para a equipe Junior, que vai para lá pela primeira vez.
Sébastien Ogier e Julien Ingrassia, que terminaram brilhantemente em quinto na abertura do campeonato, no Rali da Suécia, têm algumas boas memórias de sua primeira visita ao México. Em 2008, o Rali do México marcou a estreia da equipe francesa no WRC. Eles conseguiram iniciar sua campanha no Junior WRC com uma vitória de momento.
"Foi um momento de definição de nossa carreira," lembra Sébastien. "Tenho algumas memórias muito felizes do México. Tínhamos muito a aprender, mas no fim pudemos vencer após um rali no qual fomos forçados a atacar para ganhar uma vantagem, mas também moderar nosso ritmo para cuidar do carro. Eu realmente gosto deste rali, os estágios fluem e são progressivos. Os fãs também são especialmente entusiasmados no México!"
Desde sua estreia no WRC dois anos atrás, Sébastien e Julien subiram no pódio no geral (graças ao seu segundo lugar na Grécia no ano passado) e terminaram em oitavo no WRC 2009 de pilotos. Na Suécia, seu quinto lugar os fez bater diversos especialistas escandinavos locais. Então, no México, o objetivo da dupla francesa vai ser pelo menos igualar este resultado. "Começamos bem a temporada, terminando entre os cinco melhores em nossa primeira visita na Suécia," adicionou Sébastien. "Nosso objetivo é manter o mesmo ritmo durante toda a temporada e chegar mais próximos do pódio em eventos que já conhecemos um pouco. No México, começaremos com a vantagem de já ter pilotado 8 dos 11 estágios no C2 Super 1600. Além disso, pudemos nos preparar para este rali com um dia de testes na Espanha. Se houver uma chance de terminar melhor do que em quinto, com certeza vamos tentar!"
Kimi Räikkönen e Kaj Lindström vão continuar sua curva de aprendizado nos cascalhos do México. Após seu primeiro rali nas pistas cheias de neve da Suécia em fevereiro, a equipe finlandesa agora enfrenta um novo desafio numa superfície muito diferente.
"O que eu adoro no rali é que você tem que ser competitivo em todo tipo de superfície diferente," disse Kimi. "Após minha experiência na neve, agora eu vou descobrir como é pilotar no cascalho. Eu realmente não sei o que esperar, mas isto tudo é parte de nosso processo de aprendizado. Estou bastante ansioso para pilotar o Citroën C4 WRC nestas condições desafiadoras e acumular a maior quantidade de quilômetros possível para ganhar mais experiência."
Três perguntas a... Kimi Räikkönen
Olhando para trás, que conclusões você tira de seu primeiro evento no WRC com a equipe Citroën Junior C4 WRC?
"O lado realmente positivo é que conseguimos terminar todos os estágios do Rali da Suécia e aprendemos muito. Poderíamos ter ido melhor no geral se não fôssem alguns pequenos erros mas conseguimos melhorar nossos tempos nos estágios conforme o rali foi indo. Este era nosso objetivo inicial. A segunda passada pelos estágios foi melhor para nós. Também senti uma grande diferença conforme fui ficando mais confiante em minhas notas de ritmo. Com mais experiência, as coisas devem se tornar muito mais fáceis."
O México será a primeira vez que você pilota com o Citroën C4 WRC no cascalho. Você acha que essa superfície será mais fácil que a neve?
"Estou realmente ansioso para iniciar o Rali do México. Minha impressão é que pilotar no cascalho deve ser um pouquinho mais fácil para nós. Ou pelo menos é isso que Marcus Grönholm me disse! Calculo que vamos encontrar um nível de aderência maior no cascalho. Mas no momento ainda me falta experiência. Só preciso acumular mais quilometragem no carro e me acostumar ao Citroën C4 WRC em particular e ao rali no geral."
Como você vai abordar o Rali do México?
"Meu plano era inicialmente participar de uma sessão de testes no cascalho para conhecer o carro melhor numa superfície nova para mim. Mas infelizmente eu tive um pouco de dores nas costas que me impediram de pilotar. Recebi tratamento agora mas eu preferi descansar antes de ir ao México. É claro que eu teria gostado de testar o carro antes de ir, mas era importante que eu me recuperasse para poder começar o segundo rali da temporada na melhor forma física possível."
Fonte: racecar
Cortesia: miezicat
Agradecimento: Anelise
Tradução: Fran
Tendo aparecido pela primeira vez no WRC em 2004, o evento, que ocorre em León, tem a rota mais concentrada de rali do calendário deste ano. Na verdade, 354,60km de um comprimento de rota total de 884,58km são pilotados competitivamente. Outra peculiaridade do Rali do México é que os competidores vão estar pilotando numa altitude dequase 2800 metros num ponto do dia de abertura (Ortega, SS2 e SS6). A Citroën chega ao evento renovada após três vitórias consecutivas no México, entre 2006 e 2008. Ainda assim, o Rali do México será uma experiência nova para a equipe Junior, que vai para lá pela primeira vez.
Sébastien Ogier e Julien Ingrassia, que terminaram brilhantemente em quinto na abertura do campeonato, no Rali da Suécia, têm algumas boas memórias de sua primeira visita ao México. Em 2008, o Rali do México marcou a estreia da equipe francesa no WRC. Eles conseguiram iniciar sua campanha no Junior WRC com uma vitória de momento.
"Foi um momento de definição de nossa carreira," lembra Sébastien. "Tenho algumas memórias muito felizes do México. Tínhamos muito a aprender, mas no fim pudemos vencer após um rali no qual fomos forçados a atacar para ganhar uma vantagem, mas também moderar nosso ritmo para cuidar do carro. Eu realmente gosto deste rali, os estágios fluem e são progressivos. Os fãs também são especialmente entusiasmados no México!"
Desde sua estreia no WRC dois anos atrás, Sébastien e Julien subiram no pódio no geral (graças ao seu segundo lugar na Grécia no ano passado) e terminaram em oitavo no WRC 2009 de pilotos. Na Suécia, seu quinto lugar os fez bater diversos especialistas escandinavos locais. Então, no México, o objetivo da dupla francesa vai ser pelo menos igualar este resultado. "Começamos bem a temporada, terminando entre os cinco melhores em nossa primeira visita na Suécia," adicionou Sébastien. "Nosso objetivo é manter o mesmo ritmo durante toda a temporada e chegar mais próximos do pódio em eventos que já conhecemos um pouco. No México, começaremos com a vantagem de já ter pilotado 8 dos 11 estágios no C2 Super 1600. Além disso, pudemos nos preparar para este rali com um dia de testes na Espanha. Se houver uma chance de terminar melhor do que em quinto, com certeza vamos tentar!"
Kimi Räikkönen e Kaj Lindström vão continuar sua curva de aprendizado nos cascalhos do México. Após seu primeiro rali nas pistas cheias de neve da Suécia em fevereiro, a equipe finlandesa agora enfrenta um novo desafio numa superfície muito diferente.
"O que eu adoro no rali é que você tem que ser competitivo em todo tipo de superfície diferente," disse Kimi. "Após minha experiência na neve, agora eu vou descobrir como é pilotar no cascalho. Eu realmente não sei o que esperar, mas isto tudo é parte de nosso processo de aprendizado. Estou bastante ansioso para pilotar o Citroën C4 WRC nestas condições desafiadoras e acumular a maior quantidade de quilômetros possível para ganhar mais experiência."
Três perguntas a... Kimi Räikkönen
Olhando para trás, que conclusões você tira de seu primeiro evento no WRC com a equipe Citroën Junior C4 WRC?
"O lado realmente positivo é que conseguimos terminar todos os estágios do Rali da Suécia e aprendemos muito. Poderíamos ter ido melhor no geral se não fôssem alguns pequenos erros mas conseguimos melhorar nossos tempos nos estágios conforme o rali foi indo. Este era nosso objetivo inicial. A segunda passada pelos estágios foi melhor para nós. Também senti uma grande diferença conforme fui ficando mais confiante em minhas notas de ritmo. Com mais experiência, as coisas devem se tornar muito mais fáceis."
O México será a primeira vez que você pilota com o Citroën C4 WRC no cascalho. Você acha que essa superfície será mais fácil que a neve?
"Estou realmente ansioso para iniciar o Rali do México. Minha impressão é que pilotar no cascalho deve ser um pouquinho mais fácil para nós. Ou pelo menos é isso que Marcus Grönholm me disse! Calculo que vamos encontrar um nível de aderência maior no cascalho. Mas no momento ainda me falta experiência. Só preciso acumular mais quilometragem no carro e me acostumar ao Citroën C4 WRC em particular e ao rali no geral."
Como você vai abordar o Rali do México?
"Meu plano era inicialmente participar de uma sessão de testes no cascalho para conhecer o carro melhor numa superfície nova para mim. Mas infelizmente eu tive um pouco de dores nas costas que me impediram de pilotar. Recebi tratamento agora mas eu preferi descansar antes de ir ao México. É claro que eu teria gostado de testar o carro antes de ir, mas era importante que eu me recuperasse para poder começar o segundo rali da temporada na melhor forma física possível."
Fonte: racecar
Cortesia: miezicat
Agradecimento: Anelise
Tradução: Fran
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22 de fevereiro de 2010
[Vídeo] Kimi quase bate num alce durante o Rali da Suécia...
Kimi: Pu*a!!! (na verdade ele usa a palavra que começa com "f", mas no contexto p... fica melhor em português haha :p)
Kaj: Deixa pra lá, continua...
Kimi: Pu*a, vem na nossa direção!
Kaj: Sim *rindo* [e continua com as notas]
Kimi: Eu não sabia para que lado ele ia...
Kaj: Sim [continua com as notas]
Tradução/agradecimento: Leijona Planet-F1
Fonte: YouTube
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20 de fevereiro de 2010
O que aprendemos na Suécia? Permitam ao guru do WRC explicar...

Então, após um intervalo de quatro meses, o WRC 2010 está iniciando, e enquanto a poeira de neve abaixa após um Rali da Suécia sensacional, parece que o novo ano será de arrebentar.
É claro que não é fácil tirar conclusões a longo prazo após um rali tão específico como o da Suécia, mas as performances dos pilotos de ponta no gelo nos deram algumas indicações úteis sobre como a temporada pode arrasar.
Para ajudar a interpretar os resultados no wrc.com, chamamos o expert repórter Julian Porter - um homem que passa mais tempo falando com os pilotos nos estágios do que qualquer outro.
Este nível único de visão sobre o rali, combinado com um conhecimento enciclopédico do esporte é o motivo pelo qual Julian é mais conhecido como 'O Guru'.
Então, o que aprendemos com o Rali da Suécia? Aqui estão as cinco principais sugestões:
1. Räikkönen passou em sua primeira lição no WRC
"Antes de qualquer temporada no WRC, há sempre muita comoção sobre o que vai acontecer, e quem vai fazer o quê. Este ano não foi diferente, exceto que tínhamos outro fator a considerar: como o antigo campeão mundial de F1 Kimi Räikkönen irá? Empurrado para fora de sua vaga na Ferrari, Räikkönen decidiu que o desafio do rali era exatamente o que ele queria e eu, pelo menos, estou encantado que ele veio para o WRC.
"Mesmo após seu aquecimento no Rali Ártico, contudo, a Suécia sempre seria um início difícil para ele, e qualquer um que pensasse que ele iria incendiar o mundo tão cedo obviamente não entende o esporte.
"A melhor coisa que aconteceu com Kimi foi provavelmente ficar preso atrás de Khalid Al Qassimi no primeiro estágio de verdade. Isto imediatamente tirou muito da pressão para o sucesso. Nos três dias, Kimi conheceu bem a pá de neve que carregava em seu Citroën e permaneceu de bom humor enquanto aprendia. A experiência que ganhou na Suécia será inestimável para eventos no futuro. Muito bem Kimi. Bem vindo ao WRC, e obrigado, Ferrari."
[Nota: não vou traduzir o artigo todo agora, se alguém tiver interesse deixe um comentário ok? ;)]
Artigo em inglês completo aqui
Fonte: WRC
Tradução: Fran
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19 de fevereiro de 2010
[Tradução] Reportagem da revista Autosport
Os finlandeses só têm a melhorar
Kimi Räikkönen adorou cada momento de sua estreia no WRC na Suécia - mesmo que ele tenha terminado na 29º colocação.
Por David Evans
São apenas cinco horas da tarde de sábado em Hagfors, centro da Suécia. O sol, com tudo o que vale em termos de temperatura, está começando a se esconder atrás das árvores. Faz menos 18 e a temperatura está caindo. Ainda falta uma hora para que o Campeão Mundial de F1 de 2007 chegue e os fãs já estão começando a chegar. Sessenta minutos de batidas de pés e chega Kimi Räikkönen. E vai. A interação com seu público foi limitada. Eles não se importam. Eles o viram. Agora eles precisam voltar a sentir seus pés novamente.
O nível de interesse no primeiro round de Räikkönen no WRC tem sido assombroso. Mas está ficando besta. O estacionamento de serviços da rodada de abertura do WRC na semana passada fica numa pista. Pistas não são geralmente locais de abrigo e esta, no centro da Suécia, é no meio de um de seus invernos mais frios. Mesmo assim, as pessoas vêm, elas ficam paradas ali e gritam. Mais de 300 ficaram gritando "Raaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiikkkkkkkooooooooonen, Kimi Räikkönen!" pelo que pareceram horas.
O barulho fica ainda maior quando ele emerge do motorhome para retornar ao C4. Ele dá a partida no carro, mas a nota do motor é inaudível para aqueles que estão além de meio metro de distância. Puxando seus fones de ouvido por cima de seu chapéu de pelos, ele pausa, sorri e acena. O lugar entra em erupção. Momentaneamente, o frio brutal é esquecido.
O frio não está perdido em Räikkönen. Como poderia estar quando ele passou uma boa meia hora escavando seu Citroën para fora da neve no estágio Viggen 2? Mas ele adora. Ele não enjoa. Ele sonhou com o Campeonato Mundial de Rali desde que era um menino. E agora ele está vivendo seu sonho. E, para um homem com uma experiência limitada do lado mais lamacento do automobilismo, ele está indo excepcionalmente bem. Exceto por aquele probleminha com o banco de neve.
Seu engenheiro, Cedriq Mazenq, já passou da fase 'É Kimi Räikkönen!" Mazenq tem um trabalho a fazer. Este pode ser o sonho de Räikkönen, mas também é sua realidade. E, se tudo correr bem, pode ser seu futuro. É aí que entra o engenheiro: ele precisa ajudar a tornar isso possível.
Duro com o macio
Mazenq já descobriu como a equipe pode ajudar Räikkönen. De forma previsível para um piloto de corrida, as entradas nas curvas do finlandês de 30 anos devem ser mais macias em vez de perturbar o equilíbrio do carro e lançá-lo numa escorregada. Mas aqui na Suécia, é isto que é necessário.
"O estilo de pilotagem de Kimi é um pouco diferente dos outros pilotos de rali no momento," diz Mazenq, "particularmente na forma que ele entra na curva. Kimi entra mais gentilmente; ele é mais macio com a direção. Seb [Loeb] entra o carro na curva de forma mais violenta. É melhor ser mais agressivo na entrada da curva, porque dá menos understeer [definição em português aqui] na traseira do que na dianteira do carro e então é só manter as rodas dianteiras numa linha reta para fazer a melhor tração possível."
O próprio Räikkönen não hesita e é franco em sua autoavaliação de seus esforços. "Oitenta por cento deve vir de mim, só 20 do carro," ele diz. "Não estou modificando muito o carro no momento, não tem por quê. Estou ouvindo o engenheiro - ele conhece o carro e eu vou fazer o que ele me disser."
Este é apenas o sexto rali da vida de Räikkönen - e ele já foi um visitante regular dentro dos tempos dos 10 melhores nos estágios, e fez o sexto mais rápido em um dos estágios suecos. E a boa notícia para ele é que as coisas não vão ficar piores do que isso.
Mazenq continua: "O rali de neve não é tão fácil. Aqui temos barrancos profundos e não há consistência. É difícil de ter feedback do carro porque a superfície muda tanto entre a primeira e a segunda passada pelos estágios."
Uma das principais áreas que Räikkönen está trabalhando no carro é na audição. Tendo passado toda sua vida esportiva num carro de um só banco, ouvir conselhos sobre paa qual lado ir é algo completamente novo. E não está sendo fácil para ele.
O preparador físico de Räikkönen, Mark Arnall, o conhece bem. "Num carro de F1, quando o engenheiro vinha no rádio para falar enquanto Kimi estava pilotando, a não ser que fosse informação vital, ele diria, 'Ei, pare de falar e me deixe pilotar.' Aqui o co-piloto está sempre falando. É uma grande adaptação para ele."
Felizmente, o cara por trás da conversa é Kaj Lindström, um dos melhores da Finlândia, que passou dois anos guiando o Deus do rali, Tommi Makinen, pelas florestas. Mas Lindström terá seu trabalho diminuído a fazer Räikkönen parar de divagar das notas e pilotar com sua visão, um problema totalmente comum para pilotos que chegam no rali. Alternativamente, pilotos de rali sofrem o efeito contrário; uma história famosa é a de Colin McRae, que ligou o rádio não muito depois de seu primeiro stint pilotando uma Ferrari 550 em Le Mans para perguntar se havia alguém na escuta.
Outro elemento do WRC que Räikkönen pode ser perdoado em levar um tempo para se ajustar é sua nova agenda. Os dias de tirar uma soneca entre o treino e a classificação ou entre o aquecimento e a corrida acabaram. Na Suécia, Räikkönen acordou muito antes do nascer do sol e não voltou à cama por 17 ou 18 horas.
"Kimi não é o melhor nas manhãs," diz Arnall. "Na F1, acordar não era algo que ele curtia particularmente. Agora ele acorda às 05:30, leva o carro até o parc fermé, até o serviço, até os estágios, de volta ao serviço por 30 minutos para comer e receber uma massagem, e depois volta por quatro ou cinco horas. Ele agora tem que se concentrar por períodos muito mais longos. Cada rali é como pilotar no GP de Mônaco: você fica muito perto das árvores o tempo todo. Em outros circuitos na F1, se você sai da pista, você pode sair bastante, voltar para a garagem, arrumar o carro, fazer um polimento e logo sair de novo. Aqui não."
Com o evento se aproximando do fim, estamos de volta ao estacionamento de serviços da Citroën. Lindström está olhando para a multidão que se espalha a apenas alguns passos. Räikkönen aparece e imediatamente os flashes disparam.
"Bem-vindo ao aquário do peixe dourado," diz Lindström com um sorriso.
Isto é o que acontece quando o mundo de Kimi colide com o Campeonato Mundial de Rali.
[Nota: Peço desculpas porque a tradução pode ter algumas falhas próximas ao assunto de 'understeer' graças à pessoa que escaneou ou cortou a página, ficaram faltando algumas linhas...]
Kimi Räikkönen adorou cada momento de sua estreia no WRC na Suécia - mesmo que ele tenha terminado na 29º colocação.
Por David Evans
São apenas cinco horas da tarde de sábado em Hagfors, centro da Suécia. O sol, com tudo o que vale em termos de temperatura, está começando a se esconder atrás das árvores. Faz menos 18 e a temperatura está caindo. Ainda falta uma hora para que o Campeão Mundial de F1 de 2007 chegue e os fãs já estão começando a chegar. Sessenta minutos de batidas de pés e chega Kimi Räikkönen. E vai. A interação com seu público foi limitada. Eles não se importam. Eles o viram. Agora eles precisam voltar a sentir seus pés novamente.
O nível de interesse no primeiro round de Räikkönen no WRC tem sido assombroso. Mas está ficando besta. O estacionamento de serviços da rodada de abertura do WRC na semana passada fica numa pista. Pistas não são geralmente locais de abrigo e esta, no centro da Suécia, é no meio de um de seus invernos mais frios. Mesmo assim, as pessoas vêm, elas ficam paradas ali e gritam. Mais de 300 ficaram gritando "Raaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiikkkkkkkooooooooonen, Kimi Räikkönen!" pelo que pareceram horas.
O barulho fica ainda maior quando ele emerge do motorhome para retornar ao C4. Ele dá a partida no carro, mas a nota do motor é inaudível para aqueles que estão além de meio metro de distância. Puxando seus fones de ouvido por cima de seu chapéu de pelos, ele pausa, sorri e acena. O lugar entra em erupção. Momentaneamente, o frio brutal é esquecido.
O frio não está perdido em Räikkönen. Como poderia estar quando ele passou uma boa meia hora escavando seu Citroën para fora da neve no estágio Viggen 2? Mas ele adora. Ele não enjoa. Ele sonhou com o Campeonato Mundial de Rali desde que era um menino. E agora ele está vivendo seu sonho. E, para um homem com uma experiência limitada do lado mais lamacento do automobilismo, ele está indo excepcionalmente bem. Exceto por aquele probleminha com o banco de neve.
Seu engenheiro, Cedriq Mazenq, já passou da fase 'É Kimi Räikkönen!" Mazenq tem um trabalho a fazer. Este pode ser o sonho de Räikkönen, mas também é sua realidade. E, se tudo correr bem, pode ser seu futuro. É aí que entra o engenheiro: ele precisa ajudar a tornar isso possível.
Duro com o macio
Mazenq já descobriu como a equipe pode ajudar Räikkönen. De forma previsível para um piloto de corrida, as entradas nas curvas do finlandês de 30 anos devem ser mais macias em vez de perturbar o equilíbrio do carro e lançá-lo numa escorregada. Mas aqui na Suécia, é isto que é necessário.
"O estilo de pilotagem de Kimi é um pouco diferente dos outros pilotos de rali no momento," diz Mazenq, "particularmente na forma que ele entra na curva. Kimi entra mais gentilmente; ele é mais macio com a direção. Seb [Loeb] entra o carro na curva de forma mais violenta. É melhor ser mais agressivo na entrada da curva, porque dá menos understeer [definição em português aqui] na traseira do que na dianteira do carro e então é só manter as rodas dianteiras numa linha reta para fazer a melhor tração possível."
O próprio Räikkönen não hesita e é franco em sua autoavaliação de seus esforços. "Oitenta por cento deve vir de mim, só 20 do carro," ele diz. "Não estou modificando muito o carro no momento, não tem por quê. Estou ouvindo o engenheiro - ele conhece o carro e eu vou fazer o que ele me disser."
Este é apenas o sexto rali da vida de Räikkönen - e ele já foi um visitante regular dentro dos tempos dos 10 melhores nos estágios, e fez o sexto mais rápido em um dos estágios suecos. E a boa notícia para ele é que as coisas não vão ficar piores do que isso.
Mazenq continua: "O rali de neve não é tão fácil. Aqui temos barrancos profundos e não há consistência. É difícil de ter feedback do carro porque a superfície muda tanto entre a primeira e a segunda passada pelos estágios."
Uma das principais áreas que Räikkönen está trabalhando no carro é na audição. Tendo passado toda sua vida esportiva num carro de um só banco, ouvir conselhos sobre paa qual lado ir é algo completamente novo. E não está sendo fácil para ele.
O preparador físico de Räikkönen, Mark Arnall, o conhece bem. "Num carro de F1, quando o engenheiro vinha no rádio para falar enquanto Kimi estava pilotando, a não ser que fosse informação vital, ele diria, 'Ei, pare de falar e me deixe pilotar.' Aqui o co-piloto está sempre falando. É uma grande adaptação para ele."
Felizmente, o cara por trás da conversa é Kaj Lindström, um dos melhores da Finlândia, que passou dois anos guiando o Deus do rali, Tommi Makinen, pelas florestas. Mas Lindström terá seu trabalho diminuído a fazer Räikkönen parar de divagar das notas e pilotar com sua visão, um problema totalmente comum para pilotos que chegam no rali. Alternativamente, pilotos de rali sofrem o efeito contrário; uma história famosa é a de Colin McRae, que ligou o rádio não muito depois de seu primeiro stint pilotando uma Ferrari 550 em Le Mans para perguntar se havia alguém na escuta.
Outro elemento do WRC que Räikkönen pode ser perdoado em levar um tempo para se ajustar é sua nova agenda. Os dias de tirar uma soneca entre o treino e a classificação ou entre o aquecimento e a corrida acabaram. Na Suécia, Räikkönen acordou muito antes do nascer do sol e não voltou à cama por 17 ou 18 horas.
"Kimi não é o melhor nas manhãs," diz Arnall. "Na F1, acordar não era algo que ele curtia particularmente. Agora ele acorda às 05:30, leva o carro até o parc fermé, até o serviço, até os estágios, de volta ao serviço por 30 minutos para comer e receber uma massagem, e depois volta por quatro ou cinco horas. Ele agora tem que se concentrar por períodos muito mais longos. Cada rali é como pilotar no GP de Mônaco: você fica muito perto das árvores o tempo todo. Em outros circuitos na F1, se você sai da pista, você pode sair bastante, voltar para a garagem, arrumar o carro, fazer um polimento e logo sair de novo. Aqui não."
Com o evento se aproximando do fim, estamos de volta ao estacionamento de serviços da Citroën. Lindström está olhando para a multidão que se espalha a apenas alguns passos. Räikkönen aparece e imediatamente os flashes disparam.
"Bem-vindo ao aquário do peixe dourado," diz Lindström com um sorriso.
Isto é o que acontece quando o mundo de Kimi colide com o Campeonato Mundial de Rali.
[Nota: Peço desculpas porque a tradução pode ter algumas falhas próximas ao assunto de 'understeer' graças à pessoa que escaneou ou cortou a página, ficaram faltando algumas linhas...]
Se alguém quiser utilizar a tradução, por favor, fique à vontade, só por favor não esqueçam de dar crédito pois dá trabalho...
Fonte: Autosport
Agradecimentos: YiNing @KRS Forum, Anelise
Tradução: Fran
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18 de fevereiro de 2010
Fotos do Rali da Suécia atualizadas em nosso álbum!!
Demorou! Mais aqui
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16 de fevereiro de 2010
'Efeito Räikkönen' lança os números do WRC a alturas recordes

O início da temporada 2010 do Campeonato Mundial de Rali e a chegada do piloto superastro Kimi Räikkönen geraram interesse online sem precedentes na série ao redor do mundo.
A decisão de Räikkönen de virar as costas aos circuitos de F1 para disputar uma temporada no WRC com a Citroën foi uma das maiores histórias do ano até agora em seu país natal, a Finlândia.
Números recordes de usuários visitaram os sites esportivos dos jornalistas de transmissão do WRC, a MTV3, com 468.500 visitas registradas na última semana de janeiro. Destes, 250.000 estiveram na seção do rali que estava fazendo a cobertura do progresso de Räikkönen no Rali Ártico da Lapônia.
Só a rodada da Finlândia da série em 2009 atraiu um número maior de visitantes ao site de rali da MTV3 (279.000).
A febre do WRC continuou entrando no Rali da Suécia, quando o site de rali da MTV3 atraiu sua terceira melhor audiência, 248.191 hits, quando os fãs finlandeses online celebrara a primeira vitória de Mikko Hirvonen no WRC em 2010.
O próprio site do WRC, o wrc.com, também teve um fim de semana de quebrar os recordes, com quase oito milhões de visitas durante o rali.
Fonte: WRC.com
Agradecimentos: Anelise, vida @PF1
Tradução: Fran
A decisão de Räikkönen de virar as costas aos circuitos de F1 para disputar uma temporada no WRC com a Citroën foi uma das maiores histórias do ano até agora em seu país natal, a Finlândia.
Números recordes de usuários visitaram os sites esportivos dos jornalistas de transmissão do WRC, a MTV3, com 468.500 visitas registradas na última semana de janeiro. Destes, 250.000 estiveram na seção do rali que estava fazendo a cobertura do progresso de Räikkönen no Rali Ártico da Lapônia.
Só a rodada da Finlândia da série em 2009 atraiu um número maior de visitantes ao site de rali da MTV3 (279.000).
A febre do WRC continuou entrando no Rali da Suécia, quando o site de rali da MTV3 atraiu sua terceira melhor audiência, 248.191 hits, quando os fãs finlandeses online celebrara a primeira vitória de Mikko Hirvonen no WRC em 2010.
O próprio site do WRC, o wrc.com, também teve um fim de semana de quebrar os recordes, com quase oito milhões de visitas durante o rali.
Fonte: WRC.com
Agradecimentos: Anelise, vida @PF1
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Coluna do Kimi em inglês - Rali da Suécia
Barrancos, rodadas e bancos de neve

O Rali da Suécia foi meu primeiro rali do campeonato mundial com um carro de WRC. Bem, terminamos o rali inteiros. Este era o objetivo e foi a coisa mais positiva que alcançamos no fim de semana.
Obviamente, cometi alguns errinhos bobos, os quais eu poderia ter vivido sem. Pagamos muito por eles, nosso resultado foi prejudicado por eles.
O Rali da Suécia é uma corrida muito exigente. As estradas estão cobertas de neve e gelo. Se você sai dos barrancos, há neve macia e você roda facilmente. Aí você fica com o carro cheio de neve e não consegue ver nada - então você bate no banco de neve.
É isso que aconteceu conosco. Entramos com velocidade baixa mas ficamos presos no banco de neve. Então tive que pegar a pá e começar a escavar o carro da neve.
Bem, essa é uma coisa que você vive no rali. É normal e sei que aqueles que hoje são os líderes já escavaram em sua época também. Acho que nem mesmo Sibelius já iniciou compondo 'Finlandia' (canção nacionalista do país).
No final das contas, o Rali da Suécia nos ofereceu um fim de semana interessante. Ok, talvez não tivéssemos expectativas, mas com certeza, havia pressão quando iniciamos o rali. Foi difícil, mas me sinto bem agora que acabou.
Cada milha que eu acumular com este carro é muito importante para mim agora. Quanto mais encontrar a sensação boa com o carro, melhor vou ir. Até mesmo agora de tempos em tempos começo a me sentir melhor e estou me dando melhor com o carro.
Quando fazemos os estágios pela segunda vez, obviamente, ajuda e torna as coisas um pouco mais fáceis.
Após nossos "soluços" no início, decidimos não procurar set-ups melhores. Mudamos para o mesmo set-up de Sébastien Loeb e começamos a aprender a pilotar o carro com ele. Me concentrei somente na pilotagem básica e em manter o carro na estrada.
Após me acostumar com o carro, foi mais fácil - apesar das circunstâncias mudarem o tempo todo. Pelo menos, na próxima vez eu conheço melhor o carro e então poderemos exigir mais do carro também.
Foi bom nos divertirmos. Com certeza, percebi mais uma vez pela experiência o quanto é importante acertar exatamente as notas de ritmo. Quando as notas estão certas, é muito mais rápido ser rápido. Em alguns lugares, minhas notas estavam erradas - e foi então que sofremos mais.
Já disse antes de ir para a Suécia, este rali na neve será uma corrida muito difícil para iniciar a temporada. Obviamente, não fiz um metro sequer com este carro no cascalho ou no asfalto, mas aposto que não vai ser mais difícil, pelo menos.
Agora nos concentramos no próximo rali. É no México e o primeiro rali no cascalho. Vamos tter um dia de testes com o carro na França. Então é 'Viva la Mexico' e vai ser emocionante ver meu co-piloto Kaj Lindström vestindo um sombrero.
Fonte: KimiRaikkonen.com
Agradecimento: Anelise
Tradução: Fran

O Rali da Suécia foi meu primeiro rali do campeonato mundial com um carro de WRC. Bem, terminamos o rali inteiros. Este era o objetivo e foi a coisa mais positiva que alcançamos no fim de semana.
Obviamente, cometi alguns errinhos bobos, os quais eu poderia ter vivido sem. Pagamos muito por eles, nosso resultado foi prejudicado por eles.
O Rali da Suécia é uma corrida muito exigente. As estradas estão cobertas de neve e gelo. Se você sai dos barrancos, há neve macia e você roda facilmente. Aí você fica com o carro cheio de neve e não consegue ver nada - então você bate no banco de neve.
É isso que aconteceu conosco. Entramos com velocidade baixa mas ficamos presos no banco de neve. Então tive que pegar a pá e começar a escavar o carro da neve.
Bem, essa é uma coisa que você vive no rali. É normal e sei que aqueles que hoje são os líderes já escavaram em sua época também. Acho que nem mesmo Sibelius já iniciou compondo 'Finlandia' (canção nacionalista do país).
No final das contas, o Rali da Suécia nos ofereceu um fim de semana interessante. Ok, talvez não tivéssemos expectativas, mas com certeza, havia pressão quando iniciamos o rali. Foi difícil, mas me sinto bem agora que acabou.
Cada milha que eu acumular com este carro é muito importante para mim agora. Quanto mais encontrar a sensação boa com o carro, melhor vou ir. Até mesmo agora de tempos em tempos começo a me sentir melhor e estou me dando melhor com o carro.
Quando fazemos os estágios pela segunda vez, obviamente, ajuda e torna as coisas um pouco mais fáceis.
Após nossos "soluços" no início, decidimos não procurar set-ups melhores. Mudamos para o mesmo set-up de Sébastien Loeb e começamos a aprender a pilotar o carro com ele. Me concentrei somente na pilotagem básica e em manter o carro na estrada.
Após me acostumar com o carro, foi mais fácil - apesar das circunstâncias mudarem o tempo todo. Pelo menos, na próxima vez eu conheço melhor o carro e então poderemos exigir mais do carro também.
Foi bom nos divertirmos. Com certeza, percebi mais uma vez pela experiência o quanto é importante acertar exatamente as notas de ritmo. Quando as notas estão certas, é muito mais rápido ser rápido. Em alguns lugares, minhas notas estavam erradas - e foi então que sofremos mais.
Já disse antes de ir para a Suécia, este rali na neve será uma corrida muito difícil para iniciar a temporada. Obviamente, não fiz um metro sequer com este carro no cascalho ou no asfalto, mas aposto que não vai ser mais difícil, pelo menos.
Agora nos concentramos no próximo rali. É no México e o primeiro rali no cascalho. Vamos tter um dia de testes com o carro na França. Então é 'Viva la Mexico' e vai ser emocionante ver meu co-piloto Kaj Lindström vestindo um sombrero.
Fonte: KimiRaikkonen.com
Agradecimento: Anelise
Tradução: Fran
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RallyBuzz fala com Kimi Räikkönen
Ao final do Rali da Suécia no final de semana, o site RallyBuzz conversou com Kimi Räikkönen para perguntar a ele sobre os eventos do WRC deste ano e quais suas expectativas para o resto da temporada

O ex-campeão de F1 teve um início turbulento em sua campanha para o campeonato de 2010, após ficar preso em vários bancos de neve ao longo do Rali da Suécia. Seus tempos nos estágios melhoraram conforme o evento progrediu e ele finalmente levou o Citroën C4 WRC à chegada em 30º lugar.
O finlandês de 30 anos faz parte da equipe Citroën Junior World Rally para a temporada de 2010, e seu co-piloto é Kaj Lindström, o ex-parceiro do multi-campeão de rali Tommi Makinen.
Kimi Räikkönen Q&A
RallyBuzz: Há muitas diferenças entre a F1 e o rali. Do que você vai sentir falta em correr nos grandes prêmios, e qual você acha que é a melhor coisa no rali?
KR: "Por enquanto ainda estou me acostumando com o rali, então é muito difícil de comparar. Obviamente a velocidade no rali não é a mesma de um carro de F1, mas a melhor coisa no rali é que há tantas superfícies diferentes e você tem que tentar ser rápido em todas elas. Num circuito de corrida há apenas algumas curvas diferentes, mas num rali há centenas. Estou realmente ansioso para isso; é um grande desafio para mim."
RB: Você está se juntando a Sébastien Loeb pilotando um Citroën C4 semelhante, um dos carros mais competitivos do WRC. Quais são suas expectativas para a temporada?
KR: "Não tenho nenhuma expectativa em particular nem pressão. Só quero aprender o máximo possível, dar meu melhor e tentar lutar com os outros caras. Obviamente isso não vai acontecer tão logo, mas depois de um tempo tenho certeza que conseguiremos."
RB: Os pilotos são frequentemente chamados para fazer reparos e alterações durante um evento. Que tipo de treinamento você fez para se preparar?
KR: "Sim, isto é algo novo para mim e ainda é algo sobre o qual tenho muito a aprender. Fiz um pouco de treinamento com os engenheiros e mecânicos para saber algumas coisas básicas. Felizmente meu co-piloto Kaj Lindström tem bastante experiência então tenho certeza que esta é uma área onde ele pode me ajudar também."
RB: Com a temporada do WRC tendo 13 eventos em 2010, quais ralis você está aguardando mais ansiosamente?
KR: "Como eu disse antes, o que eu gosto do rali é o fato que há uma grande variedade de eventos, então não há um em especial que eu esteja mais ansioso - apesar de que vai ser legal fazer o da Finlândia porque é em casa e é um rali que eu já fiz antes. O que eu vou gostar mais é da variedade, dos diferentes ralis. A neve na Suécia é uma superfície muito especializada; acho que quando chegarmos ao cascalho vai ser um pouco mais fácil porque as superfícies vão ser mais consistentes."
Kimi está otimista sobre seu próximo evento no campeonato, o Rali do México, que começa em 4 de março e, é claro, será no cascalho, uma superfície à qual ele acha que vai se adaptar mais facilmente.
Será fascinante ver como o Campeão Mundial de F1 de 2007 se adapta à sua nova disciplina no percurso da temporada WRC 2010.
Fonte: RallyBuzz
Agradecimento: Anelise

O ex-campeão de F1 teve um início turbulento em sua campanha para o campeonato de 2010, após ficar preso em vários bancos de neve ao longo do Rali da Suécia. Seus tempos nos estágios melhoraram conforme o evento progrediu e ele finalmente levou o Citroën C4 WRC à chegada em 30º lugar.
O finlandês de 30 anos faz parte da equipe Citroën Junior World Rally para a temporada de 2010, e seu co-piloto é Kaj Lindström, o ex-parceiro do multi-campeão de rali Tommi Makinen.
Kimi Räikkönen Q&A
RallyBuzz: Há muitas diferenças entre a F1 e o rali. Do que você vai sentir falta em correr nos grandes prêmios, e qual você acha que é a melhor coisa no rali?
KR: "Por enquanto ainda estou me acostumando com o rali, então é muito difícil de comparar. Obviamente a velocidade no rali não é a mesma de um carro de F1, mas a melhor coisa no rali é que há tantas superfícies diferentes e você tem que tentar ser rápido em todas elas. Num circuito de corrida há apenas algumas curvas diferentes, mas num rali há centenas. Estou realmente ansioso para isso; é um grande desafio para mim."
RB: Você está se juntando a Sébastien Loeb pilotando um Citroën C4 semelhante, um dos carros mais competitivos do WRC. Quais são suas expectativas para a temporada?
KR: "Não tenho nenhuma expectativa em particular nem pressão. Só quero aprender o máximo possível, dar meu melhor e tentar lutar com os outros caras. Obviamente isso não vai acontecer tão logo, mas depois de um tempo tenho certeza que conseguiremos."
RB: Os pilotos são frequentemente chamados para fazer reparos e alterações durante um evento. Que tipo de treinamento você fez para se preparar?
KR: "Sim, isto é algo novo para mim e ainda é algo sobre o qual tenho muito a aprender. Fiz um pouco de treinamento com os engenheiros e mecânicos para saber algumas coisas básicas. Felizmente meu co-piloto Kaj Lindström tem bastante experiência então tenho certeza que esta é uma área onde ele pode me ajudar também."
RB: Com a temporada do WRC tendo 13 eventos em 2010, quais ralis você está aguardando mais ansiosamente?
KR: "Como eu disse antes, o que eu gosto do rali é o fato que há uma grande variedade de eventos, então não há um em especial que eu esteja mais ansioso - apesar de que vai ser legal fazer o da Finlândia porque é em casa e é um rali que eu já fiz antes. O que eu vou gostar mais é da variedade, dos diferentes ralis. A neve na Suécia é uma superfície muito especializada; acho que quando chegarmos ao cascalho vai ser um pouco mais fácil porque as superfícies vão ser mais consistentes."
Kimi está otimista sobre seu próximo evento no campeonato, o Rali do México, que começa em 4 de março e, é claro, será no cascalho, uma superfície à qual ele acha que vai se adaptar mais facilmente.
Será fascinante ver como o Campeão Mundial de F1 de 2007 se adapta à sua nova disciplina no percurso da temporada WRC 2010.
Fonte: RallyBuzz
Agradecimento: Anelise
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Deem tempo a Räikkönen, insiste chefe da Citroërn

O chefe da Citroën Racing, Olivier Quesnel, elogiou os esforços de sua última contratação, Kimi Räikkönen, no Rali da Suécia, mas avisa à comunidade que não espere demais tão cedo.
Räikkönen, o campeão da F1 em 2007, completou seu primeiro evento do WRC neste fim de semana, alcançando o final na 30ª colocação, 37 minutos atrás dos líderes, em seu Citroën C4 WRC.
Ele marcou tempos dentro do top 10 no geral neste que foi seu sexto rali, incluindo um sexto melhor tempo no sábado. Se ele não tivesse pilotado para dentro de um banco de neve no dia da abertura, ele teria terminado confortavelmente dentro dos 10 melhores e marcado pontos em sua estreia.
Quesnel acredita que foi uma performance alinhada com as expectativas. "Não podemos pedir demais de Kimi neste momento," ele disse. "A Suécia é o rali mais difícil de se iniciar, e todo mundo está olhando para ele e esperando - não sei bem pelo que - mas ele não pode dar mais do que tem. Kimi não fez um trabalho ruim. Ele me disse que cometeu erros demais mas é óbvio que ele vai cometer erros - ele está aprendendo!
"Todos nós temos de ser pacientes - e isso inclui a mídia. Kimi será bom até o final do ano. Será um longo caminho ao sucesso mas tenho certeza que ele é determinado e sei que ele certamente quer ser bem sucedido. Precisamos dar tempo a ele."
Räikkönen sente que fez um bom progresso em seu primeiro rali de WRC com os Citroën Juniors. "Foi um evento encorajador, que me permitiu aprender tanto," disse o finlandês. "Do início até o final eu senti que estava melhorando o tempo todo, que é o que eu esperava depois de ter mais tempo no carro. Claro, ainda temos muito a aprender porque a sensação como um todo é tão diferente do que eu tinha na F1. Mas estou tendo uma boa noção de como usar as notas de ritmo e agora entendo um pouco melhor o carro também.
Queríamos ter mais experiência com o carro e especialmente chegar ao final, então conseguimos alcançar tudo que queríamos neste fim de semana. Agora estou ansioso para pilotar no cascalho no próximo rali no México; deve ser um pouco mais fácil para mim eu acho," ele adicionou.
Para o co-piloto Kaj Lindström, o Rali da Suécia foi uma revelação. "Quando você senta ao lado de um piloto como Kimi, você não espera nada mais dele do que ser um talento excepcional, mas tenho que dizer que ele até me surpreendeu neste fim de semana. Ele estava pilotando num ritmo rápido mas extremamente controlado; não fomos frenéticos ou nos arriscamos de verdade. Hoje, construímos sobre o progresso que fizemos nos últimos dias, então estou me sentindo realmente confiante para o futuro agora."
Fonte: WRC
Agradecimento: Anelise
Tradução: Fran
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O vencedor mostra empatia por Kimi

O vencedor do Rali da Suécia, Mikko Hirvonen, mostrou compaixão ao novato do WRC, Kimi Räikkönen.
- As condições certamente não eram fáceis. Kimi com certeza percebeu o desafio que tem à sua frente. Nâo é fácil pilotar com notas, disse Hirvonen.
- Mas pelo que tive tempo de ver, Kimi fez alguns tempos muito bons. Como vimos, ele sabe pilotar. Vamos ver como vai ser no México porque novamente será um rali completamente diferente no cascalho.
- Aqui na Suécia os bancos de neve te dão algumas desculpas. Apesar que Kimi não teve nenhuma desculpa porque teve muito trabalho a fazer com a pá, disse Hirvonen.
Fonte: Turun Sanomat
Agradecimentos: Leijona @PF1, Anelise
Tradução: Fran
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Kimi do rali ainda tem 'cera em seus ouvidos de notas'

Como esperado, o campeão de F1 Kimi Räikkönen tem bastante dever de casa para fazer depois de seu primeiro curso de aprendizagem no mundo do rali.
Ele ainda tem 'cera em seus ouvidos de notas', e portanto, sua precisão na pilotagem nos estágios ainda está em modo de busca. Após o Rali da Suécia, Räikkönen entende ainda melhor o quão precisas devem ser as notas para os diferentes estágios.
- Tinha algumas notas ruins em alguns estágios e não pude pilotar da forma que queria. É assim que resolvemos os resultados. Se as notas estiverem totalmente certas, dá pra ir bem mair rápido. Mas você só aprende isso com a experiência e felizmente você vai ganhando isso o tempo todo pelo caminho, resumiu Räikkönen.
Seu co-piloto, Kaj Lindström, disse que você pode aprender a fazer as notas até mesmo em casa.
- É um progresso quando Kimi vai de carro por exemplo até o supermercado e pensa em notas sobre cada pedaço do caminho enquanto pilota. Você só tem que usar o tempo e imaginer o que tem que saber sobre cada espaço.
- Deste rali, obtivemos um bom conhecimento quando percebemos que algo está faltando no aspecto de notas. Agora havia lugares onde estávamos freando cedo demais, explica Lindström.
- Mas a performance no geral de Kimi foi mesmo positiva. A rotina cresceu e o car estava começando a se encaixar em suas mãos.
O principal objetivo de Räikkönen foi alcançado quando seu Citroën alcançou o final. O resultado final foi 30º e a diferença para o vencedor Mikko Hirvonen foi de 38 minutos e 37 segundos.
- Cometemos alguns erros idiotas. Fomos em velocidade baixa em direção a um banco de neve e ficamos presos lá. Estes erros poderiam não ter sido cometidos mas é normal e faz parte do rali, disse Räikkönen.
Surpreso com as condições
Antes do rali, Räikkönen disse que não tinha ideia de seu próprio ritmo comparado aos outros. Agora esta informação foi acumulada.
É claro que eles foram rápidos. Mas este deve ter sido um dos ralis mais difíceis onde ele tinha muito a aprender.
O melhor estágio foi o penúltimo de sábado, onde ele foi o sexto mais rápido.
- O mesmo trecho teria sido bom também na primeira rodada da manhã, mas por causa de uma nota ruim eu entrei num banco de neve na última curva, comentou Räikkönen.
- Foi ficando mais fácil o tempo todo passávamos pelos estágios especiais pela segunda vez.
O fim de semana foi mais difícil do que você esperava?
- Eu não tinha grandes expectativas neste momento. Eu sabia que seria difícil mas me surpreendi com o grau de dificuldade de certos lugres. As situações acontecem de repente no rali. Quando você não tem experiência nisto, você realmente não sabe o que fazer quando pega pistas mais profundas ou muita neve na estrada.
Räikkönen pôde mostrar sua velocidade. Em sete dos 21 estágios especiais ele esteve no top 10 e em outros sete ele foi o 11º mais rápido.
Sem ter ficado preso num banco de neve, Räikkönen poderia ter terminado no top 10 e por consequência conseguido logo um ponto.
- Kimi está aprendendo isto com atitude motivação fortes. Quando paramos no banco de neve, Kimi pegou a pá e decidiu tirar o carro de lá sozinho, isso diz muito sobre ele, pensa Lindström.
Teste de cascalho na França
No próximo sábado, na França, Räikkönen e Lindström vão testar seu Citroën em estradas de cascalho pela primeira vez. Uma semana depois, eles vão para o coração da América, onde o segundo rali será disputado no cascalho do México.
- É difícil dizer qualquer coisa antes disso, não pilotei nem um metro no cascalho com este carro e nem mesmo visitei o país. Mas por causa da experiência que tive em Jyväskylä com meu próprio carro, acredito que no cascalho é certamente mais fácil do que na neve, imagina Räikkönen.
Fonte: Turun Sanomat
Agradecimento: Leijona @PF1, Anelise
Tradução: Fran
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15 de fevereiro de 2010
Räikkönen tem certeza que o México será mais fácil; ele termina o Rali da Suécia em 30º no geral...

Kimi Räikkönen está otimista de que irá melhor no Rali do México, a próxima rodada do Campeonato Mundial de Rali, tendo alcançado o final na Suécia hoje [domingo].
O ex-campeão de Fórmula 1 perdeu quase meia hora quando entrou num banco de neve na sexta-feira, mas conseguiu voltar e fez alguns tempos promissores nos estágios, terminando na 30ª colocação no geral.
"Perdemos um pouco de tempo no banco de neve no primeiro dia, e rodamos três vezes, mas chegamos ao final e aprendemos muito," disse Räikkönen.
"Sabíamos que seria um rali muito difícil. Melhoramos um pouco o tempo todo e este era nosso objetivo. Ok, estou um pouco desapontado de ter perdido tempo na neve mas isto é parte do rali."
O finlandês acha que a superfície de cascalho no México vai ser mais fácil do que a neve na Suécia.
"Com certeza tudo deve ser um pouco mais fácil no cascalho, conheço esta superfície um pouco do passado," disse Räikkönen. "Tudo que fiz na neve antes sempre foi um pouco traiçoeiro.
"Vamos ver como será no teste semana que vem e espero que possamos melhorar no México. Devemos poder fazê-lo."
Um dos objetivos de Räikkönen é fazer suas notas de ritmo serem mais precisas.
"É claro que é muito mais fácil quando você passa pela segunda vez [pelos estágios], mas tivemos particularmente boast notas hoje e ontem em alguns estágios, e isso faz uma diferença enorme quando você não tem certeza se as notas estão completamente certas," ele disse.
"Quando você passa pela segunda vez, você pode mudá-las um pouco e isso torna as coisas muito, muito mais fáceis. Tenho certeza que a experiência faz uma grande diferença. Se voltarmos aqui, na próxima vez será muito mais fácil. Mas é assim que é, você tem que primeiro ganhar experiência e depois pode começar a dar o máximo.
"Não acho que seja tanto a pilotagem, é a experiência e acertar em tudo, e as notas têm que ser realmente perfeitas para ir rápido."
Apesar dos incidentes de Räikkönen, seu chefe na equipe Citroën Junior Benoît Nogier ficou contente com sua performance.
"Kimi fez um início notável em seu primeiro evento do campeonato mundial conosco," Nogier disse.
"Mantivemos o plano que tínhamos traçado antes. Kimi foi progressivamente mais rápido, mas também permaneceu calmo frente a todas as coisas novas que ele tem a aprender."
Fonte: Autosport
Rali da Suécia Resultados Finais Gerais
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