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17 de março de 2012

Eliminado no Q1, Räikkönen assume erro em Melbourne e lamenta: “Não é o melhor começo”

Enquanto Romain Grosjean festejava a terceira colocação no grid de largada, Kimi Räikkonen amargou uma eliminação ainda no Q1 em seu retorno à F1 após dois anos correndo no WRC

Kimi Räikkönen ficou longe de ter o retorno dos sonhos à F1. O campeão mundial de 2007 disputou sua primeira sessão classificatória em pouco mais de dois anos, período em que esteve longe da categoria para se dedicar, principalmente, ao Mundial de Rali. O piloto de 32 anos amargou uma eliminação ainda no Q1 e não passou de um 17º lugar — ganhou uma posição após a punição de Sergio Pérez — no grid do GP da Austrália no treino deste sábado (17).

Räikkönen teve retorno extremamente oposto ao de Romain Grosjean. Assim como Kimi, seu novo companheiro de equipe na Lotus fez sua última corrida na F1 em Abu Dhabi, ainda em 2009. Mas pelo menos neste sábado, o franco-suíço teve desempenho muito melhor em Albert Park. Bem diferente do nórdico, Romain conquistou uma boa terceira colocação no grid, ficando atrás apenas dos carros de Lewis Hamilton e Jenson Button, ambos da McLaren.

Mas o experiente piloto não optou pela via mais fácil, a de culpar o desempenho de seu carro pelo revés, ao admitir que cometeu um erro enquanto tentava completar uma volta rápida no Q1. “Hoje não correu tão bem quanto o planejado. Não tive problemas com o carro; cometi um erro e houve um problema de comunicação, de modo que não pude completar outra volta”, lastimou Kimi. “Isso me custou uma boa posição de largada, mas é assim que às vezes acontece”, acrescentou.

Apesar de largar apenas à frente dos carros de Caterham, Marussia e HRT, Räikkonen entende que o novo Lotus E20 poderia lhe dar tranquilamente um lugar na segunda parte do treino. “Nós deveríamos ter ido facilmente para o Q2. Não é o melhor começo, mas nós vamos tentar acertar isso na corrida. O carro tem muita velocidade”, reconheceu.

Quanto ao problema que o atrapalhou tanto na pré-temporada quanto nos treinos livres iniciais em Melbourne, o finlandês disse que está tudo resolvido, se considerando pronto para disputar sua primeira corrida na F1 em mais de dois anos. “O volante está bom. Não está perfeito e nem como eu quero, mas isso não afeta minha condução. Certamente podemos fazer melhor do que um 18º, então vamos ver o que acontece”, concluiu Kimi.

Fonte: Grande Prêmio

11 de setembro de 2011

Button exalta duelos, mas lamenta problema na largada em Monza

Depois de ser um dos destaques do GP da Itália ao fazer uma série de ultrapassagens, Jenson Button lamentou ter sido obrigado a fazer essa corrida de recuperação por um erro na largada

Jenson Button foi um dos destaques do GP da Itália, realizado neste domingo (11), ao se envolver em uma série de duelos antes de terminar na segunda colocação. O inglês, no entanto, lamentou ter largado mal caindo de terceiro para sétimo o que o obrigou a fazer uma corrida de recuperação.

“Foi uma corrida muito divertida, duelando com Lewis, Schumacher e Fernando. Foi uma boa corrida, mas não briguei pela vitória, o que foi uma pena. É sempre mais difícil quando você cai para sétimo”, declarou.

O piloto da McLaren afimou, ainda, que por conta do fraco início de prova não pôde brigar com Sebastian Vettel pela vitória. “Eu tive um começo difícil, mas foi divertido e a atmosfera aqui é incrível. Nós temos que fazer as coisas darem certo nos finais de semana para poder desafiar Sebastian. Eu não sei se poderíamos ter feito isso hoje. É uma pena que tivemos uma largada tão ruim. Foi um pequeno problema, mas que custou bastante tempo”, lastimou.

Button também elogiou o trabalho feito pela McLaren nos boxes, que o manteve na briga para chegar ao pódio. “Nós fizemos um grande trabalho nas paradas. É ótimo terminar em segundo, mas você sempre quer mais”, apontou.

O campeão da temporada de 2009 ainda comentou sobre o duelo contra Fernando Alonso. Button disse que a asa móvel, o Kers e a degradação dos pneus Pirelli principalmente no caso do espanhol foram fundamentais para a ultrapassagem.

“É estranho usar a asa móvel. Nós chegamos a um ponto na reta, com a aceleração no máximo. Eu cometi um erro na Ascari, Fernando pôde abrir e eu não pude chegar mais perto, mas com os pneus duros, ele estava tendo problemas com a aderência. Essa é a coisa boa do Kers, você pode alcançar as pessoas caso elas cometam um erro. Foi um momento tenso, mas eu consegui abrir uma distância e pude seguir na corrida”, encerrou.

Fonte: Warm Up

24 de julho de 2011

Massa perdoa Ferrari por erro em pit-stop: "Recriminar não dá em nada"

Felipe Massa não criticou a Ferrari pelo problema no seu pit-stop, que o jogou da quarta para a quinta colocação no GP da Alemanha, em Nürburgring

Felipe Massa comentou o incidente que o tirou da quarta posição no fim do GP da Alemanha, em Nürburgring, durante o último pit-stop da corrida. Na penúltima volta, ele e Sebastian Vettel foram aos boxes, onde a Ferrari errou e acabou devolvendo o brasileiro à pista atrás do atual campeão mundial e líder da temporada 2011.

"Foi uma boa corrida, na qual disputei posição com Vettel por muitas voltas", disse Massa. Felipe explicou o porquê de ter ficado 12 voltas atrás de Nico Rosberg, da Mercedes, na busca pelo quinto lugar. "Foi uma pena o tempo perdido no início da corrida, atrás de Rosberg. A Mercedes é um dos carros mais difíceis de ultrapassar, porque eles são muito rápidos nas retas", disse.

"A asa móvel não foi uma grande ajuda aqui, a tal ponto que eu ultrapassei ele e Vettel na freada da curva 1, onde você não pode usar a asa móvel", acrescentou o brasileiro, que tem 62 pontos e a sexta colocação no campeonato.

Massa comentou, também, o episódio do último pit-stop, quando perdeu a quarta posição para Vettel. "Eu preferiria continuar à frente do campeão até o fim, mas no pit-stop final houve um problema na porca da roda traseira esquerda, o que me custou alguns segundos. Essas coisas acontecem. Recriminar não dá em nada."

O brasileiro de 30 anos já pensa na próxima etapa do campeonato, na semana que vem. Agora, vamos a Budapeste. Teremos os pneus mais macios lá. Esperamos que tenhamos um tempo mais parecido com o verão, o que deve nos ajudar. Temos de continuar neste caminho e tenho certeza que isso ainda nos vai dar muita satisfação", finalizou.

Fonte: Grande Prêmio

10 de julho de 2011

Vettel perde vitória após erro da Red Bull, mas atesta evolução da Ferrari

Sebastian Vettel, da Red Bull, liderava a corrida deste domingo (10) em Silverstone quando sua equipe se atrapalhou no pit-stop, mandando-o de volta à pista na terceira colocação. O alemão completou o GP da Inglaterra em segundo lugar, atrás de Fernando Alonso, da Ferrari

Não foram as mudanças no regulamento que impediram mais uma vitória de Sebastian Vettel, da Red Bull, nesta temporada. No GP da Inglaterra deste domingo (10), o alemão foi ultrapassado nos boxes por Fernando Alonso, da Ferrari, graças a um raro erro da equipe rubrotaurina durante o pit-stop do piloto.

Vettel, que saiu em segundo para a corrida em Silverstone, rapidamente conquistou a primeira colocação, ultrapassando o companheiro de equipe Mark Webber logo na largada. Com a pista livre, começou a abrir distância para os outros pilotos e se manteve na dianteira até o momento em que foi chamado para o segundo pit-stop, na 27ª volta. O alemão entrou nos boxes junto com Alonso, então segundo colocado. Mas a Red Bull teve problemas para trocar os pneus de seu piloto e mandou Vettel de volta para a pista na terceira posição, atrás de Alonso e também de Lewis Hamilton, da McLaren.

Na entrevista coletiva após a corrida, o atual líder do campeonato lamentou o problema. “Difícil saber quanto perdemos, mas foi muito, tivemos dificuldades na retomada”, afirmou Vettel, que via Alonso abrir grande vantagem enquanto não conseguia ultrapassar Hamilton. “Estava atrás de Fernando e Hamilton. Consegui me aproximar, mas não funcionou”, continuou o piloto, que só conseguiu passar pelo inglês durante a terceira janela de pit-stops.

“Apesar da largada brilhante, não tive o mesmo desempenho na corrida, alguns erros fizeram com que a gente não se acertasse”, avaliou Vettel, que até o final da corrida não conseguiu se aproximar de Alonso a ponto de ameaçá-lo. “A Ferrari foi mais rápida que nós, temos visto nas últimas corridas que ele têm se aproximado”, reconheceu. “O carro deles melhorou e isso mostra que temos que continuar trabalhando”, concluiu.

Vettel ainda é o líder do campeonato com larga vantagem para Webber, agora o segundo colocado. O alemão conta com 204 pontos, 80 a mais que seu colega de Red Bull.


Fonte: Grande Prêmio

12 de junho de 2011

Vettel assume erro na última volta, mas afirma que corrida foi positiva

Sebastian Vettel admitiu o erro cometido na última volta do GP do Canadá e afirmou que foi conservador na entrada do último safety-car, o que impediu o piloto de ganhar grande vantagem perante os rivais

Em corrida emocionante, Sebastian Vettel foi superado por Jenson Button após cometer um erro na última volta do GP do Canadá, realizado neste domingo (12), em Montreal. Após a prova, o alemão, segundo colocado, admitiu a falha e falou em conservadorismo por sua parte, principalmente na última relargada, quando o piloto considerou que não pisou fundo o suficiente para abrir vantagem perante os rivais.

“Estava liderando do começo ao fim, e liderando sempre com folga em todas as voltas”, disse o piloto. “Talvez eu tenha sido um pouco conservador na última entrada do safety-car, talvez eu pudesse ter aumentado a distância para ter uma vantagem maior”, lastimou.

Fazendo uma ótima prova, Button se aproximou de Vettel, e o piloto do time rubrotaurino não conseguiu manter a posição. “O Jenson pressionou muito, e talvez se eu tivesse conseguido abrir essa distância [na entrada do safety-car], eu não teria sentido falta no final”, explicou. “Eu perdi o controle do carro e abri um pouco na curva, e também sofri um pouco com a pista molhada”, completou.

Apesar do resultado, Vettel segue na liderança do Mundial, agora com Button na segunda colocação, com 60 pontos de diferença separando os dois, os últimos campeões mundiais da F1. Mesmo com o revés na última volta no circuito Gilles Villeneuve, Sebastian fez um balanço positivo do final de semana.

“Certamente foi um dia muito bom. Foi uma corrida muito difícil, com alguns erros de vários pilotos, carros que não terminaram a corrida, e problemas poucos usuais”, disse Vettel. “É claro que se você pensar que a corrida estava em suas mãos e de repente você perde, é ruim, mas foi uma corrida positiva”, encerrou.

Fonte: Grande Prêmio

22 de maio de 2011

Webber lamenta quarto lugar e afirma que perdeu muito tempo com Alonso

Mark Webber disse não ter cometido nenhum erro na largada, elogiou a ultrapassagem de Fernando Alonso, mas lamentou ter ficado preso atrás do espanhol nas paradas nos boxes

Depois de ter largado na pole-position no GP da Espanha, neste domingo (22), Mark Webber se mostrou chateado por não ter conseguido terminar a etapa no pódio. O piloto da Red Bull, logo na largada, perdeu a liderança da prova para Fernando Alonso, mas tratou de explicar que os méritos da ultrapassagem foram todos do espanhol.

“Eu não acho que minha largada foi ruim, mas a de Fernando Alonso foi fenomenal”, defendeu-se o australiano, que acrescentou apontando as táticas de boxes como fundamentais na Catalunha. “Obviamente, a partir daí, não foi o início de prova que tínhamos planejado e foi como um jogo de xadrez. As pessoas estavam marcando as paradas um dos outros, e eu não tive muita corrida na pista. No final da prova eu terminei 40s atrás de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel.”

Ainda sobre as paradas, Webber lamentou ter perdido tempo com Alonso todas as vezes que fora aos boxes para colocar pneus novos e buscar pista limpa. “Hoje foi um dia interessante que mostrou o quão pequenas são as margens. Nós estamos frustrados com Fernando ter parado todas as vezes que eu parei. Em alguns momentos, eu fui rápido e em outros, não. E assim foi o dia hoje”, concluiu.

Fonte: Grande Prêmio

7 de maio de 2011

Em décimo, Massa admite erro na última parte: 'Não foi um bom treino'

Brasileiro opta por guardar jogo de pneus macios para a corrida em Istambul

Após não marcar tempo na superpole e ficar apenas com a décima posição no grid, Felipe Massa admitiu ter cometido um erro no aquecimento antes de sua última tentativa no treino classificatório. Após uma escapada na curva 9, o brasileiro e a Ferrari decidiram por não usar mais o jogo de pneus macios e guardá-lo para a largada da corrida deste domingo.

- Não foi um bom treino classificatório para mim. Não consegui ter uma volta limpa na superpole. Cometi um erro grande na curva 9 e acabei fora da pista. Decidimos que era melhor voltar aos boxes e guardar o jogo de pneus para a largada. No Q1, com os duros, não consegui uma boa volta e usei também os macios para não correr riscos de ficar fora do treino. Por isso, tinha apenas um novo na parte final da sessão. Uma pena, poderia estar na terceira fila, ao lado de meu companheiro - diz Massa.

O brasileiro espera que o ritmo do carro na prova deste domingo seja melhor do que nos treinos. Entretanto, ele sabe que a décima posição no grid pode complicar seu desempenho na corrida.

-- Agora é ver o que podemos fazer na corrida: nosso ritmo costuma ser melhor. Mas não será fácil, de qualquer maneira, já que largo apenas em décimo. Temos de ver como será o desgaste de pneus. Acho que será um pouco maior que o da China. No treino livre da manhã deste sábado, os engenheiros viram um parâmetro no motor que os deixou incertos. Eles decidiram trocar o propulsor e estou usando o dos GPs da Malásia e da China, que ainda deve durar três corridas.

Fonte: GLOBOESPORTE.COM

25 de novembro de 2010

Ferrari admite erro na última prova do ano, mas vê Vettel como mais rápido


O diretor técnico da Ferrari, Aldo Costa, admitiu em entrevista a um jornal italiano que a escuderia cometeu avaliações impulsivas e erradas que levaram à perda do título de Fernando Alonso na última prova do ano, em Abu Dhabi.
“Erramos. Não saímos à pista para fazer o melhor possível, mas sim para fazer um resultado intermediário, que fosse suficiente”, revelou o funcionário da fabricante italiana, que completou: “E quando se faz isso, um Petrov, um safety car, podem derrubar tudo”.

A declaração faz referência ao momento da corrida em que o piloto espanhol vai aos boxes e, na saída, foi bloqueado pelo russo Vitalt Petrov, da Renault.

“Quando Alonso cruzou a meta ficamos todos paralisados. Durante cinco ou dez minutos ninguém se movia, ninguém falava, ninguém tirava o capacete, ninguém queria enfrentar a realidade”, descreveu Costa, que ainda tem “pesadelos” com o assunto.

O diretor técnico, entretanto, admitiu ao final que os erros não foram definitivos para a derrota da Ferrari. “Temos que ser claros, não perdemos o Mundial pela estratégia em Abu Dabi, mas sim porque nosso carro era mais lento”, disse. O piloto espanhol terminou em sétimo lugar na corrida, permitindo o título do alemão Sebastian Vettel.


Fonte: Uol Esportes

14 de novembro de 2010

Ferrari reconhece que erro de estratégia tirou título de Alonso


O chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, reconheceu que a escuderia errou na estratégia de paradas nos boxes e eximiu Fernando Alonso de culpa por ter ficado em sétimo lugar no GP dos Emirados Árabes. O espanhol precisava de um quarto lugar para ser campeão, e o título ficou com o vencedor da prova, Sebastian Vettel.

Alonso ficou atrás de Vitaly Petrov depois de trocar os pneus na 16ª volta, e o russo não entrou mais nos boxes porque já tinha parado durante a entrada do safety car no começo da prova. Assim, o espanhol não conseguiu a ultrapassagem e continuou preso atrás da Renault até o final.

“Tomamos uma decisão errada na estratégia por três razões: estávamos marcando um rival com dois carros, ficamos muito preocupados com o desgaste dos pneus macios e não levamos em conta a dificuldade de ultrapassar nessa pista”, admitiu Domenicali após a derrota da escuderia, que ficou em terceiro lugar no mundial de Construtores e com o vice-campeonato de pilotos.

A Ferrari se preocupou apenas em impedir a evolução de Mark Webber, e acabou repetindo a estratégia do rival. Tanto que Felipe Massa chegou a ser chamado aos boxes para tentar voltar à frente do australiano, mas não conseguiu.

“Agora não temos que discutir os motivos pelos quais tomamos essa decisão. Ganhamos ou perdemos como uma equipe. Essa foi provavelmente a nossa pior corrida da temporada, mas quando se perde por um punhado de pontos fica claro que a derrota não foi definida aqui”, avaliou Domenicali.

Presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo também lamentou a derrota: “Estamos com o moral baixo, mas isso é esporte. Tivemos em nossa mão a chance de ganhar o campeonato, mas as coisas não saíram como desejado, Mas o resultado de hoje não deve ofuscar tudo o que fizemos durante a temporada”.

Fonte: Uol Esportes

13 de setembro de 2010

Whitmarsh admite erro de Hamilton na Itália, mas diz: "Não quero mudá-lo"

Martin Whitmarsh reconheceu o erro de Lewis Hamilton no GP da Itália. No entanto, o chefe de equipe da McLaren deseja que o britânico mantenha seu estilo agressivo nas pistas

Em Monza, Lewis Hamilton teve todas as chances para ampliar sua liderança no Mundial de Pilotos. Mas a expectativa de um bom desempenho do carro de número 2 da McLaren durou apenas algumas curvas. Tudo porque o britânico forçou uma ultrapassagem sobre Felipe Massa e danificou a suspensão dianteira direita do bólido, decretando o final da prova e consequentemente, o adeus à liderança do campeonato.

Mais tarde, o campeão mundial de 2008 assumiu a responsabilidade total pelo erro cometido no GP da Itália. Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren, seguiu o discurso de Lewis e admitiu sua falha nos instantes iniciais da prova. Entretanto, o dirigente descartou querer mudar o estilo agressivo do piloto.

“Isso é Lewis Hamilton. Ele é um piloto agressivo, que ao ver o replay em câmera lenta no conforto de uma poltrona, provavelmente não desejaria ter feito isso, e nós também”, salientou Whitmarsh, que revelou sua admiração pelo trabalho desempenhado pelo britânico de 25 anos. “Mas isso é ser um piloto de corridas. Não quero mudar Lewis Hamilton. Acho que ele é um grande produto, um grande ser humano e está sendo um grande piloto”, emendou.

Martin contou os momentos de angústia vividos por Hamilton logo após o abandono da prova em Monza. A caminho do motorhome da McLaren no circuito italiano, o piloto preferiu não tirar o capacete, provavelmente, para esconder a frustração estampada em sua face.

“Sabia que Lewis estava em seu quarto e que ele estava lá por algum tempo. Fui falar com ele, teve tempo para refletir sobre isso, discutimos o que aconteceu e vamos aprender com isso”, revelou Whitmarsh, que ressaltou ainda que a motivação é fundamental para que o piloto dê a volta por cima na próxima etapa do Mundial.

“O importante é que Lewis pule da cama pela manhã, vá treinar, foque em Cingapura e faça o trabalho lá. E ele fará”, comentou. “Tanto ele quanto nós gostaríamos que ele tivesse feito algo diferente naquela curva, mas vamos agora nos concentrar em Cingapura, ter o carro rápido e focar em bater outras pessoas”, complementou o chefe de equipe.

Whitmarsh destacou também a obstinação do jovem piloto na busca pela evolução na carreira. “Lewis é duro consigo mesmo. Ele está se esforçando para ser perfeito, se esforçando para ser o melhor piloto do mundo, e quando não se faz algo do jeito que ele gostaria, se arrepende. Mas são milímetros e centímetros na pista em alta velocidade e alta adrenalina que fazem a diferença entre o herói e o vilão.”

O britânico lamentou o ocorrido com Hamilton no GP da Itália, o que resultou na perda de liderança do Mundial de Pilotos. Entretanto, a diferença de pontos nos dois campeonatos foi considerada nula pelo dirigente. “Poderíamos estar liderando os dois campeonatos, mas não estamos. Estamos cinco pontos atrás no campeonato de pilotos e três no de construtores, mas não é nada”, encerrou Martin.

Fonte: Warm Up

12 de setembro de 2010

Hamilton assume erro e diz que abandono em Monza pode custar título

Lewis Hamilton admitiu que o toque com Felipe Massa na primeira volta do GP da Itália que causou seu abandono foi sua culpa. O inglês disse que isso pode lhe custar o campeonato

Lewis Hamilton sabe que o abandono no GP da Itália, disputado neste domingo (12), em Monza, pode custar caro no final do campeonato. O inglês assumiu a culpa no incidente que também envolveu Felipe Massa, na disputa pela terceira posição, quando Hamilton tocou no carro do brasileiro e quebrou a suspensão dianteira direita de sua McLaren.

“Claramente foi um erro cometido por mim, uma daquelas coisas que acontecem quando você está correndo e forçando muito. Estava tentando posicionar o carro de certa forma e estava muito próximo de Massa, que bateu em minha roda e danificou o carro. Nada que eu pudesse fazer [para evitar]”, comentou às redes de televisão após chegar ao paddock.

Com esse abandono, Hamilton perdeu a liderança do campeonato, que agora pertence a Mark Webber. O inglês sabe que isso pode custar muito caro no final do campeonato. “Não acabou, mas são dias como esses, e erros como esse que cometi hoje, que fazem você perder o campeonato. Eu apenas tenho de me culpa por isso”, finalizou.


Fonte: Grande Prêmio