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12 de outubro de 2010

FIA aprova Yeongam e confirma realização do GP da Coreia do Sul

Após dois dias de inspeção no circuito de Yeongam, Charlie Whiting aprovou a realização do GP da Coreia do Sul, que por várias vezes viveu sob ameaça de cancelamento, por conta de atraso nas obras

Finalmente, depois de meses de rumores sobre um possível cancelamento do GP da Coreia do Sul, a realização da corrida foi confirmada pela FIA nesta terça-feira (12), após Charlie Whiting, representante da entidade, comandar a inspeção no circuito de Yeongam, que durou dois dias. A 17ª etapa do Mundial de F1, e a primeira da história em solo coreano, vai acontecer entre os dias 22 e 24 de outubro.

Após o término da vistoria no novíssimo autódromo, Whiting disse aos organizadores que já havia visto o suficiente para ser emitir a licença obrigatória necessária para sediar uma corrida de F1: “É satisfatório [o circuito], e vou emitir a licença à KARA (Associação Sul-coreana de Corridas de Automóvel, em português)”, confirmou o britânico.

Cho Chung Yung, presidente da KARA e diretor da KAVO, organizadora do evento, vibrou com a confirmação do GP. “Estamos encantados porque todas as obras foram finalizadas agora para completa satisfação da FIA, e nós vamos unir toda a Coreia do Sul para acolher a F1 fraternamente no Circuito Internacional da Coreia pela primeira vez”, afirmou o dirigente asiático.

“O circuito foi construído nos mais altos padrões e se tornará o epicentro do automobilismo no país. Acreditamos que o GP da Coreia do Sul vai catalisar o enorme interesse pelo esporte no país”, complementou Yung.

O sul-coreano agradeceu à entidade que regula a F1 pelo apoio e incentivo na realização do primeiro GP no país. "A FIA tem desempenhado um papel fundamental desde o início, e prestou enorme apoio em termos de aconselhamento, experiência e conhecimento. A KAVO se beneficiou muito da enorme experiência da FIA, e estamos gratos por sua orientação", finalizou.

No entanto, de acordo com o site ‘Motorsport.com’, fotos supostamente tiradas na última segunda-feira (11) mostram que as obras ainda não foram concluídas no circuito, uma vez que a ponte sobre a reta dos boxes segue em construção, assim como as vias de acesso a Yeongam, que fica a quatro horas de carro da capital Seul.


Fonte: Grande Prêmio

26 de setembro de 2010

Ecclestone já admite dúvidas sobre realização do GP da Coreia do Sul

Bernie Ecclestone, chefão da F1, reconheceu que existem preocupações com relação ao GP da Coreia do Sul, marcado para o fim do próximo mês

Pela primeira vez, Bernie Ecclestone admitiu que existem dúvidas com relação à realização do GP da Coreia do Sul nesta temporada. A corrida, na verdade, está cercada de incertezas, embora os organizadores insistam em dizer que tudo estará pronto para a etapa marcada para 24 de outubro. O atraso das obras é o principal problema do circuito.

A inspeção da pista, que estava marcada para 21 de setembro, foi adiada. E os promotores da prova sul-coreana estiveram em Cingapura, neste final de semana, para falar sobre uma nova visita para a inspeção dos comissários da entidade máxima do esporte.

"Até que eles estejam lá, obviamente, sempre há preocupações", afirmou dirigente, em entrevista à agência de notícias 'AP'. "Espero que tenhamos sorte e que a corrida aconteça", completou.

De acordo com a revista inglesa "Autosport", a nova inspeção do circuito coreano deve acontecer após o GP do Japão, marcado para o início do próximo mês.

No início de setembro, o indiano Karun Chandhok completou algumas voltas pela pista a bordo de um carro da Red Bull.


Fonte: Grande Prêmio

16 de setembro de 2010

Governo volta a questionar realização do GP da Austrália em Melbourne

Governantes do estado de Victoria voltaram a questionar a realização do GP da Austrália em Melbourne, alegando que os gastos são muito altos e o retorno é insatisfatório

Os altos custos do GP da Austrália para o estado de Victoria continuam incomodando os governantes locais. Alguns deles afirmam que as taxas para receber a prova são muito altas e que elas estão trazendo prejuízo ao governo, já que o retorno financeiro esperado com o turismo local não é satisfatório.

Craig Ingram, parlamentar do estado de Victoria, discorda de tantos gastos com a corrida, principalmente por ela não trazer os retornos esperados. “Acho isso simplesmente ultrajante. Isso já passou de uma piada e é hora de ambos os lados políticos começarem a reconsiderar seriamente as perdas com taxas nesse evento”, comentou ao jornal ‘Age’.

“Gastamos US$ 49 milhões por uma corrida de carro enquanto, como membro do parlamento local, lutamos para conseguir fundos para serviços de saúde, educação, estradas e outras infra-estruturas. Acredito que essas coisas precisam mais do dinheiro do que uma corrida de carros”, completou.

Peter Logan, membro do grupo Salve o Albert Park, disse ao jornal australiano ‘Sidney Morning Herald’ que a corrida não traz os benéficos econômicos desejados ao estado de Victoria. “Três anos atrás, o auditor-geral afirmou que isso não produz os benefícios econômicos que o governo esperava e ele não encontrou nenhum benefício ao turismo de Victoria”, analisou.

Tim Holding, Ministro de grandes eventos, defendeu a realização da corrida. “Os benefícios econômicos para Victoria superam em muito os custos para sediar uma etapa da F1. A corrida foi vista por cerca de 12.8 milhões de pessoas na Europa neste ano e a exposição de TV que o GP recebeu ajudou a construir uma reputação mundial de um ótimo lugar para se visitar e se viver”, comentou ao 'Age'.

Melbourne tem contrato para receber a F1 por mais cinco anos.


Fonte: Grande Prêmio