Kimi Räikkönen é sempre o mesmo: finlandês, loiro, entediado, somente duas expressões no rosto, uma com o capacete e outra sem. Isso mudou - e não foi pouco – é o meio que usará este ano. Não mais uma Ferrari e não mais um monoposto de F1, mas um carro de rali, a Citroën que o contratou ( 75 mil euros por corrida, serão 13, mais 25 mil de bônus caso vá para o pódio) para o mundial 2010 que iniciará semana que vem na Suécia.Entender de Kimi se realmente trata-se de algo temporário depois de ser praticamente expulso do circo de onde ele havia vencido um título em 2007 com a Ferrari ou se desejou de verdade o interessante novo desafio de que fala, é impossível especialmente porque a marca Iceman continua o monossílaba.
Uma coisa é certa não será uma aventura fácil como confirma o “fracasso” no recente Arctic Rally Lapland da Finlândia acabou logo batendo em uma árvore.
Lamento por acontecido justamente em minha casa, porém é um preço que se paga pelo aprendizado. Cometer erros no início é normal. Eu cometi e cometerei tranqüilo...
Quais são as maiores dificuldades?
Fundamentalmente o problema é as condições ambientais. Na Suécia, por exemplo, corremos com neve, e nas outras provas temos de tudo. Em seguida as trajetórias, o ponto de freada, as derrapagens, as notas, o relacionamento com o co-piloto. Por tanto estou começando do zero. Tenho que aprender tudo.
Já alcançou os objetivos?
Agora é cedo, sinceramente não sei que coisas me esperam. Digamos que usarei a primeira parte do mundial para aprender, depois veremos que ponto chegará. Fazer pontos será um bom resultado.
Quais são as maiores diferenças em relação à F1?
Na F1 tudo é controlado, correr nos circuitos as condições em geral são as mesmas. E depois na F1 naturalmente se corre contra os adversários, entretanto no rally é contra o cronômetro. A diferença não é tanta na velocidade, mas no feeling. Isso obviamente muda as suas perspectivas.
E o nível do ambiente?
Parece-me um ambiente mais aberto e mais relaxado do que da F1. Lá existe mais tensão entre os pilotos.
Portanto, sem F1 se vive bem?
Bem, não teria vindo correr aqui se não houvesse vontade.
Sinceramente nenhum ressentimento?
Não. A F1 está distante. Agora penso somente nesse novo desafio. Além disso, também está no passado, não sou mais um fanático, um escravo do trabalho. Quero dizer que no período que me afastei, não estive com certeza pensando em F1 ou em seguir testes de outros. Neste ponto de vista não mudou nada para mim.
Quer dizer que não deu ao menos uma olhadinha nos testes de F1 em Valência?
Li alguma coisa nos jornais.
E na nova Ferrari?
Vi pela internet. Não me parece muito diferente da outra, mas é impossível dar uma avaliação.
Vendo sua ascensão por acaso a raiva já acabou?
Não. Capítulo encerrado.
Que pensa de Alonso na Ferrari?
Não me importo.
E do retorno às pistas de Michael Schumacher?
Isso também não me interessa. Talvez lhe faltava a competição. A Mercedes lhe fez uma bela oferta e foi justo aceitá-la. Será bom também para a F1.
E Kimi Räikkönen jamais voltará para a F1?
Tenho um ano de contrato depois veremos.
Então sente falta...
Não. Simplesmente na vida não excluo nada.
Fonte: Corriere della Sera
Cortesia: TaniaS
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