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6 de julho de 2011

Hamilton afirma que apenas crítica vinda de Ayrton Senna o afetaria

Lewis Hamilton afirmou não se importar com opiniões contrárias ao seu estilo agressivo nas pistas, mas admitiu que levaria a sério uma crítica proferida por Ayrton Senna

Lewis Hamilton se tornou presença constante no noticiário da F1, principalmente depois do GP de Mônaco, graças às críticas recebidas por seu estilo agressivo nas pistas. Pilotos como Niki Lauda e Stirling Moss disseram que o titular da McLaren é perigoso e representa um risco para seus companheiros de grid. O campeão mundial de 2008, no entanto, deixou claro que não se importa com a opinião dos outros e disse que a única pessoa que ele ouviria seria outro campeão pela McLaren, Ayrton Senna.

“O que as pessoas dizem não me afeta”, disse o britânico de 26 anos, ao jornal inglês ‘The Sun’. “Mas se Senna estivesse aqui, acho que eu ficaria muito afetado por isso porque o que ele fazia e o ele que dizia tinha muito significado para mim”, admitiu o piloto, que tem capacete com desenho bastante parecido ao do tricampeão mundial.

Hamilton se mostrou chateado por ser sempre lembrado por seus erros e não pelas boas atuações que já protagonizou desde sua estreia na F1. “As pessoas esquecem as coisas boas e as boas corridas que você teve. As pessoas esquecem que eu estava lá em 2007 competindo com Fernando Alonso e tive grandes, grandes corridas com ele”, afirmou.

Em entrevista ao jornal londrino ‘Evening Standard’, Lewis afirmou que “é assim que o mundo funciona” e ressaltou que as pessoas sempre idolatram aqueles que vivem um bom momento. “Todos te amam quando você esta indo bem. Se Michael Schumacher estivesse ganhando corridas agora, todo mundo o estaria agradando, querendo estar perto dele, o mesmo aconteceria com Heikki Kovalainen, ou qualquer outro”, afirmou.

“No momento, Sebastian Vettel está vencendo, então todos o amam. Mas o que as pessoas dizem, ou como agem, não faz de mim um piloto pior. Você supera. É como quando você cai e machuca o joelho, você levanta e fica mais forte. O que as pessoas dizem não me afeta”, ratificou.

Ainda assim, o piloto da McLaren admitiu que se abateu com as criticas recebidas no GP de Mônaco quando esteve envolvido em incidentes com Felipe Massa e Pastor Maldonado —, mas Lewis afirmou que aprendeu com a situação. “Todo atleta de elite tem que ser forte e garantir que vai deixar as coisas atingi-lo. Mas no fim das contas, somos seres humanos, e às vezes somos atingidos. Em Mônaco, as coisas me afetaram, mas eu não neguei isso e aprendi”, falou o britânico.

“Eu não acho que meu estilo agressivo me coloca em problemas. Talvez eu não tenha o melhor julgamento algumas vezes e talvez algumas vezes eu esteja no lugar errado e na hora errada, mas a realidade é que a minha prioridade na F1 é ser o melhor piloto o tempo todo, e isso exige dedicação”, finalizou.


Fonte: Grande Prêmio

2 de junho de 2011

Alain Prost conta como conheceu Ayrton Senna


Com a estreia do documentário Senna na Inglaterrra, o piloto francês Alain Prost contou como conheceu Ayrton Senna. Retratado como um vilão no documentário, Prost foi companheiro do brasileiro por duas temporadas (1988 e 1989).

O francês contou ao programa Top Gear que seu primeiro contato direto com Ayrton foi na Alemanha em 1984, quando esperou o jovem piloto no aeroporto. A Mercedes havia pedido que espera-se Senna chegar, pois havia somente um carro.

No caminho até Nurburgring, os dois conversaram muito. "A primeira vez que eu realmente conheci, e falei com ele, foi em 1984. Era um evento da Mercedes na Alemanha, onde fizemos uma pequena corrida em Nürburgring com um novo modelo da Mercedes, onde alguns pilotos e ex-pilotos de Fórmula 1, participaram", comentou

"Alguém da Mercedes me perguntou se eu podia esperar Ayrton aeroporto, seu voo chegaria 15 minutos depois do meu e tínhamos somente um carro para ir até Nürburgring", disse Prost.

"Essa foi a primeira vez que nós conversamos. Nosso papo durou de duas a três horas. Foi muito bom. Ficamos muito próximos, porque o Ayrton não conhecia ninguém. Ele estava sempre perto de mim durante os primeiros dias", completou.

Esta prova seria vencida por Ayrton, mostrando ao mundo, e a todos os campeões mundiais presentes, que o jovem brasileiro iria dar muito trabalho nas pistas.

Fonte: Terra

29 de março de 2011

Hamilton vê rivalidade com Alonso como Senna-Prost. E opta por Ayrton

Lewis Hamilton se comparou a Ayrton Senna, por conta da rivalidade com o 'Alain Prost' Fernando Alonso. E lembrou também do 'Nigel Mansell' Sebastian Vettel

Lewis Hamilton fez uma pequena análise sobre sua carreira na F1, particularmente sobre seu maior rival nestes cinco anos em que está na principal categoria do automobilismo. De acordo com o inglês, o adversário mais implacável não é Sebastian Vettel, campeão de 2010 e já líder da temporada 2011, mas o homem contra quem iniciou a jornada na F1: Fernando Alonso.

Fazendo uma ligação entre uma outra rivalidade famosa, Hamilton comparou ele e o espanhol a Ayrton Senna e Alain Prost no que tange à intensidade das disputas entre os dois. E, entre os dois, Lewis prefere ser o brasileiro.

"Sempre acho que meu Nêmesis e meu rival mais próximo será sempre Fernando. Por causa da história de quando eu comecei na F1. Eu o vejo como o meu Prost, se fôssemos Prost e Senna. Se você me dissesse 'escolha um piloto' [que eu gostaria de ser], eu claramente escolheria Ayrton. E talvez eu o colocaria como Prost", disse o britânico, em entrevista concedida ao jornal 'The Guardian'.

A comparação com Nêmesis é simples: ela é o deus da vingança na mitologia grega, e se caracterizava por rebaixar todo sentimento desmedido por parte dos humanos com represálias divinas, a fim de manter o equilíbrio do universo. Numa associação livre, representa a rivalidade entre os dois.

Hamilton não parou por aí e, usando outro exemplo da mesma geração, comparou Vettel a Nigel Mansell, guardando as devidas proporções. "Não acho que Vettel seja meu principal rival. Se ele continuar a ter um carro como o que ele tem agora, talvez, mas acho que quando tivermos ritmos iguais veremos competição séria. Talvez ele seja o novo Mansell? Não que eu o classifique como Mansell", disse.

Fonte: Warm Up

28 de julho de 2010

16 de maio de 2010

"É incrível me juntar a Ayrton Senna", diz Webber

Australiano assumiu a liderança do campeonato com a vitória em Mônaco

Vencedor de ponta a ponta do GP de Mônaco, Mark Webber comemorou muito o triunfo deste domingo e lembrou de toda a história que cerca a corrida no Principado.

"Absolutamente incrível e com certeza um dos melhores dias da minha vida hoje. Vencer aqui foi muito especial, começou ontem na classificação, quando fui bem, mas aqui é um grande teste de duas horas", disse o australiano.

"É incrível. Me juntar a Ayrton Senna e àqueles caras que venceram aqui é ótimo", continuou.

Webber não chegou a ser incomodado durante a prova. Após largar na pole position, sempre manteve uma boa distância para Sebastian Vettel, segundo colocado desde o princípio. Mas afirmou que teve dificuldades, principalmente com tráfego e nas três relargadas.

"Eu tive bastante trabalhado. A pista mudava, os retardatários e os muitos safety cars. Conseguir alcançar a pressão certa dos pneus durante as relargadas."

Nas últimas voltas, o australiano ainda tomou um susto, quando Jarno Trulli e Karun Chandhok bateram bem à sua frente.

"Ciaron [Pilbeam, engenheiro] me disse no rádio que Jarno e Chandhok estavam à frente. Eu estava cuidando do carro e com os retardatários você pode perder muito tempo. Eu vi Jarno mergulhar na Rascasse e pensei: 'Que diabos ele está fazendo?' Eles encostaram as rodas e eu torci para encontrar algum espaço. Fiquei preocupado com Karun."

Com o resultado de hoje, Webber assumiu a liderança do campeonato com 78 pontos, mesma pontuação de Vettel, mas com uma vitória a mais.

"Nós vamos continuar trabalhando forte. Nós não estamos aqui porque estivemos parados, o esforço tem dois anos e meio, isso tem sido um esforço contínuo do RB5 para o RB6. Nós estamos otimistas para o futuro e nós demos o máximo que podíamos hoje, e vamos precisar fazer isso [a vitória] acontecer o mais freqüentemente possível", completou.

Fonte: Tazio

21 de março de 2010

Carisma, vitórias e morte formam elementos na criação do mito Senna

De acordo com jornalistas que acompanharam a carreira de Ayrton Senna, a idolatria em torno dele se perpetuou graças a uma série de elementos. Desde o talento nato até a morte trágica e ao vivo
Dentre todos os ídolos que o Brasil teve no esporte ao longo da história, como Ronaldinho, Romário e Pelé no futebol, César Cielo na natação e Gustavo Kuerten no tênis, nenhum marcou tanto quanto Ayrton Senna. Mesmo depois de 16 anos da sua morte, a imagem do brasileiro carregando a bandeira após as vitórias, bem como a forma com a qual ele tomava o banho de champanhe no pódio ainda são lembradas com muito saudosismo pelos fãs. Mais que isso: todos os movimentos e frases ditas por Senna foram eternizadas após aquele trágico fim de semana em San Marino. Mas a construção do mito Ayrton Senna é algo que vai além do indiscutível talento que o brasileiro tinha para pilotar.

Para se entender tal idolatria em torno de Senna, é necessário avaliar alguns pontos separadamente. No entanto, uma coisa é clara e unânime entre jornalistas especializados que acompanharam a carreira do piloto: Senna não seria um dos principais ídolos do esporte mundial se não tivesse resultados, não fosse bom e, acima de tudo, se não vencesse. “Não fosse isso, não haveria marketing no mundo capaz de transformá-lo num ídolo”, afirmou Flavio Gomes, jornalista do site Grande Prêmio, dos canais ESPN de rádio e de TV e da rede "Bom Dia" de jornais.

O requisito básico: ganhar

Senna possuía o pré-requisito básico para um esportista se tornar um ídolo no Brasil, que é vencer. Analisados nos últimos 16 anos, exatamente o período desde a morte de Ayrton, os ídolos que surgiram vieram a partir de resultados expressivos e até inéditos no cenário mundial, como os títulos de Guga no tênis ou de Daiane dos Santos na ginástica artística. Contudo, da mesma forma como esses esportistas se tornaram grandes figuras no Brasil, conhecidas, admiradas e imitadas por jovens, a falta de resultados posteriores fez com que a mesma torcida viesse até a criticá-los. “O Brasil tem sempre uma idolatria para o vencedor. Você vê que, no Brasil, ou o esportista – seja qual for o esporte – é excelente ou então não vale nada”, declarou o jornalista Cláudio Carsughi, da rádio Jovem Pan. Quanto a isso, Senna não deixava a desejar.

Agora, outro ponto na construção do mito Senna, assim como da idolatria dos demais pilotos brasileiros, deve ser atribuído a uma coincidência ligada ao futebol na época. O último título do Brasil na Copa do Mundo antes do hiato de 24 anos havia sido em 1970. Deste ano até 1994 – ano da conquista do tetra –, o futebol brasileiro teve uma queda acentuada em nível internacional, enquanto na F1, o Brasil se sagrava bicampeão com Emerson Fittipaldi em 1972 e 1974, tri com Nelson Piquet em 1981, 1983 e 1987 e novamente tri com Senna em 1988, 1990 e 1991. Ou seja, os resultados do exterior vinham do automobilismo. Era nas pistas que o nome do país era disseminado para todo o mundo.

No caso específico de Senna, Luiz Alberto Pandini acredita que uma corrida em especial teve uma simbologia neste nascimento do ídolo. O assessor e jornalista da editora Letra Delta contou que em 1986, um dia depois da eliminação do Brasil pela França na Copa do Mundo do México, Senna venceu o GP dos Estados Unidos, em Detroit. “Ele pegou a bandeira brasileira e, quando subiu ao pódio, estava ao lado de dois derrotados franceses [Jacques Laffite, segundo colocado, e Alain Prost, o terceiro naquela prova].”

Imagem é tudo

A grata coincidência da vitória após a derrota no futebol casou muito bem com a ocasião, mas que não seria tão válida se Ayrton não fosse uma pessoa carismática. Porém, a simpatia apresentada por Senna é um tanto contestada por Pandini, que declarou que o brasileiro muitas vezes apresentava uma personalidade para a imprensa que nem sempre correspondia à realidade. O trabalho de marketing em cima do piloto também teve um papel fundamental, de acordo com o jornalista. “Ele assinou contrato com patrocinadores brasileiros, como o Banco Nacional, a Souza Cruz, que trabalhou muito a imagem dele com aquela coisa de ‘acelera, Ayrton’. Isso pegou de uma forma muito antes de ele ganhar uma corrida. Era um cara simpático, que já tinha mostrado um potencial enorme, então tudo casou direitinho.”
Para Gomes, no entanto, o impacto da Rede Globo, que é a detentora dos direitos de transmissão da F1, também é um ingrediente que deve ser acrescido a essa receita de formação do mito Ayrton Senna. Flavio ressaltou que a amizade que ligava o brasileiro e o jornalista Galvão Bueno, que é o responsável pela narração das corridas de F1 até os dias atuais, acabava mascarando algumas atitudes que Senna tinha fora daquele campo que era passado ao público através da televisão. “Naquela época, quase a totalidade das pessoas que seguiam F1 se informava pela Globo. E a Globo adora um ídolo, adora vender emoções baratas. Amizade com Galvão + linha editorial da Globo + carisma do piloto + vitórias = fórmula ideal para se criar um quase-deus”, afirmou o jornalista.

A fatalidade que transforma em mito

Mas nada significou tanto nessa propagação do mito quanto a maneira como Senna morreu. Em primeiro lugar, Pandini chama a atenção para o fato de o brasileiro ter sido o primeiro campeão a morrer durante a transmissão ao vivo de um GP. O impacto do violento acidente na curva Tamburello do GP de San Marino chocou o mundo, já que apontou falhas na categoria. Mais: Senna morreu estando ainda num estágio alto de competitividade – talvez não no auge, se for levado em consideração que o último título dele tinha sido três anos antes, mas ainda era um dos pilotos a ser batido. A partir disso, a imagem que ficou de Ayrton foi muito mais de um herói, um mártir, do que de um simples ídolo.

Além do mais, Carsughi destacou o fato de a morte, da maneira como foi e estando Senna ainda em plena forma, ter impedido de assistirmos a algo comum na carreira dos esportistas: o período de decadência do ídolo. “No automobilismo, temos o exemplo clássico do inglês Graham Hill, que no fim da carreira era uma figura folclórica nos boxes, quase uma gozação e, no entanto, tinha sido um excelente piloto, campeão do mundo. No momento em que você desaparece da vida terrena quando está no topo você perpetua aquela imagem. Isso de certa forma pode ser vantajoso”, avaliou o jornalista.

Pandini imaginou situações que eventualmente poderiam acontecer com Senna se ele tivesse sobrevivido àquele 1º de maio de 1994. “Vamos imaginar dois cenários. Ele para no auge da carreira, passa muitos anos e morre de uma causa qualquer. O impacto da morte é bem menor. Outro cenário: ele continua a correr, passa mais quatro anos na F1, não ganha nenhum título e o Schumacher ganha três nesse período. Ele não estaria no auge da carreira e já haveria uma curva descendente. Então, nesse caso, a idolatria já não seria tanta. E do jeito que brasileiro é, era capaz até de fazer piada com ele”, disse.

“Eu não acho que esse grau de idolatria, que está mais para devoção que qualquer outra coisa, seria o mesmo se ele não tivesse morrido. Hoje, se não fizesse nenhuma cagada político-econômica-esportiva, seria um ídolo, apenas, admirado, lembrado, mas não endeusado do jeito que é”, opinou Gomes.

Assim como há concordância quando o assunto é o talento de Senna, também há concordância no que diz respeito ao que seria do piloto se ele ainda estivesse vivo. É até possível deduzir através da carreira de pilotos que tiveram muitas conquistas e glórias na F1 e deixaram a categoria no momento de parar como seria a relação de Senna com essa idolatria em torno dele. Possivelmente ela não seria tão intensa como é, pois sem desmerecer os números de Ayrton, outros pilotos alcançaram marcas muito parecidas ou até melhores que as de Senna. O fato é que o destino se encarregou do gran finale, por mais triste e irônico que seja, para imortalizar a figura do piloto.

Fonte Warm Up