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12 de maio de 2010

Principal autódromo do Brasil completa 70 anos hoje

Nascido em 1940, Interlagos se tornou o celeiro do automobilismo nacional


Há 70 anos, o maior templo do automobilismo brasileiro abria suas portas para a primeira das incontáveis corridas que marcaram seu nome na história do esporte nacional.

Localizado na Zona Sul de São Paulo, o Autódromo Internacional José Carlos Pace, popularmente conhecido como Interlagos, foi construído em uma época onde o terreno era afastado da cidade - algo bem diferente dos dias de hoje, já que a magnitude da capital paulista "engoliu" a região e, hoje, o autódromo é envolto por indústrias, residências e conjuntos habitacionais.

A primeira prova aconteceu em 12 de maio de 1940, o GP Cidade de São Paulo, vencido por Arthur Nascimento Jr. A partir de então, incontáveis números de provas foram realizados e Interlagos mudou até de cara: o traçado original, de 7.960 metros, foi encurtado para 4.325 metros em 1989, eliminando curvas clássicas e grandes retas, mas dando espaço para a segurança que norteia as competições automobilísticas. Atualmente, possui 4.309 metros.

Cenário de grandes corridas nacionais, como as Mil Milhas, Interlagos recebeu seu primeiro grande evento internacional em 1970, um torneio internacional de F-Ford, que preparou o terreno para a primeira prova de F-1 no país, em 1972. A corrida, extra-oficial, coroou Emerson Fittipaldi como vencedor e credenciou Interlagos para receber regularmente a categoria a partir de 1973.

A maior categoria do automobilismo mundial correu ininterruptamente no circuito até 1978, quando Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, passou a receber a prova. Interlagos realizou mais dois GPs, em 1979 e 1980, mas, com um circuito já defasado e desatualizado, viu a F-1 passar a década de 80 na Cidade Maravilhosa.

No mesmo período, Interlagos seguiu vivo, realizando provas de turismo e fórmula nacionais e continentais, mas sem infraestrutura para receber eventos "top", até Luiza Erundina, então prefeita de São Paulo, realizar uma reforma radical no traçado com o apoio de Ayrton Senna, cortando parte do layout clássico e promovendo o retorno da F-1 em 1990. A partir de então, Interlagos permanece como palco do GP do Brasil.

Além da F-1, outras grandes categorias já passaram pela pista: World Series, ITC, TC2000, F-3000 Internacional, 500 cc (atual MotoGP), Le Mans Series e, em breve, o FIA GT. No cenário nacional, o circuito paulista é o principal evento nos calendários da Stock Car, GT Brasil, F-Truck e, a partir deste ano, o Racing Festival, entre outros campeonatos.

Fonte: Tazio

7 de maio de 2010

Fernando Alonso atrai 19 mil torcedores a autódromo em Barcelona


O clima de euforia tomou conta do circuito de Barcelona. Geralmente um dia tranquilo nos demais países que recebem a F-1, a quinta-feira foi de tietagem para os 19.200 torcedores, que, de acordo com a organização, foram a Montmeló nesta quinta-feira.

Todos queriam ver Fernando Alonso com o uniforme da Ferrari pela primeira vez num fim de semana de GP da Espanha. Centenas de bonés vermelhos se espremiam na frente dos boxes até o começo da noite para tentar ver o ídolo. Aos gritos de ‘Alonso, Alonso’’, não arredavam pé nem do pit lane nem das arquibancadas.

Já ciente da comoção que o bicampeão causaria, a Ferrari abriu mão do tradicional vermelho. Nesta semana, colocou à venda camiseta azul clara, homenagem às cores das Astúrias, região onde Alonso nasceu.

De acordo com a assessoria da equipe, é só um golpe de marketing, algo que já havia sido feito, com outras cores. Mas, apesar da festa, o piloto espanhol tenta evitar o oba-oba e o rótulo de favorito na corrida do domingo, às 9h (de Brasília).

‘Fizemos alterações no carro para esta prova, mas não acho que vá haver grandes mudanças na hierarquia que vimos até agora’’, disse Alonso, que venceu o GP de abertura do Mundial, no Bahrein, mas não voltou ao pódio nas três etapas seguintes -Jenson Button, da McLaren, é o líder do Mundial.

O bicampeão disse ainda que, para ter um carro competitivo, terá bastante trabalho a partir desta quinta, quando acontecem as primeiras sessões de treinos livres para o GP da Espanha.

‘Na pré-temporada, este circuito não foi muito especial para nós. Não fomos competitivos o suficiente, por isso teremos bastante trabalho pela frente.’’

O motivo de tanta cautela é o fato de os times, sem exceção, terem trazido uma série de modificações em seus carros. Além da folga de duas semanas após o GP da China, que deu mais tempo para as equipes trabalharem em seus modelos, a corrida do domingo é a primeira europeia do campeonato e tradicionalmente marca uma nova fase no Mundial.

Na Ferrari, as novidades são os motores, que, após várias quebras nas primeiras provas, foram revisados -com o aval da FIA-, e a estreia do sistema inspirado no da McLaren para conseguir ganhar mais velocidade, especialmente nas retas.

‘A ideia é usar tudo nos treinos para ver se nos trará alguma vantagem’’, falou o ferrarista Felipe Massa, que terá mudança nos retrovisores de seu F60, depois que a FIA pediu que fossem fixados na lateral do cockpit dos carros para dar mais visibilidade aos pilotos.

Fonte: Uol Esportes