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7 de outubro de 2010

Boullier rebate acusações de Räikkonen e diz: "Nunca usei a mídia"

Éric Boulllier confirmou que foi procurado pelos empresários de Kimi Räikkönen, mas adiou as negociações até que o futuro de Vitaly Petrov na Renault seja definido

Um dia após Kimi Räikkönen ter afirmado com “100% de certeza” que não disputaria a temporada 2011 pela Renault, a acusando de ter usado sua imagem para marketing, o chefe da equipe francesa, Éric Boullier, veio a público rebater as críticas do finlandês ao dizer que jamais usou a mídia para fazer tal jogo e apenas respondeu às perguntas feitas pelos jornalistas sobre o assunto.

O dirigente gaulês reafirmou que os empresários de Raikkonen o procuraram, o que aconteceu após a execução do GP da Bélgica, no final de agosto. Entretanto, de acordo com Boullier, as tratativas cessaram porque a Renault ainda não havia concluído o trabalho de avaliação do desempenho de Vitaly Petrov, que por várias vezes foi contestado pela cúpula da equipe ao longo da temporada.

“Nós não temos 'carregado nas costas' a imagem de Kimi em tudo, que é o que ele tem dito na imprensa”, relatou Éric, que explicou como começaram os contatos com o nórdico. “Fomos contatados por seus empresários após Spa. Eles quiseram entrar em negociações, e naquele momento, nós dissemos: “Aguarde. Sim, estamos muito lisonjeados por vocês terem nos procurado, mas nós precisamos terminar a avaliação do potencial de Vitaly, e, a partir desse ponto, quando tivermos nossa conclusão, entraremos em contato com vocês”. Não houve mais nada”, disse.

“Desde então, não voltei a [falar com] eles porque não tinha concluído a avaliação do potencial de Vitaly, e não havia mais nada a dizer. Eu nunca usei a mídia e não vejo a vantagem de contar à mídia que Kimi está interessado e nos seguindo. Qual seria a finalidade disso?”, complementou.

O francês revelou sua surpresa com o tom das acusações de Raikkonen e garantiu jamais ter procurado os meios de comunicação para se promover em cima do interesse do piloto, apenas responder às questões sobre o assunto. “Não entendo porque ser agressivo e nos acusar de algo. Eu nunca escolhi a imprensa para explicar isso, estávamos apenas respondendo às perguntas”, salientou.

Éric deu a entender que sua intenção é permanecer com Petrov para 2011, apesar das frequentes contestações a respeito do desempenho do russo na temporada. De acordo com o dirigente da Renault, uma negociação com qualquer piloto seria injusta até que a decisão sobre a manutenção do estreante para o ano que vem seja sacramentada.

“Tenho sido muito claro e muito justo com todo mundo. Não entraria em negociações com ninguém, porque isso seria injusto com eles, se nós tomamos a decisão de que estávamos prontos para manter Vitaly”, confirmou o chefe de equipe, que aproveitou para criticar veladamente a pressão imposta pelos emissários de Raikkonen ao se lembrar do episódio após Spa-Francorchamps.

“A ideia era que estamos interessados em conversar, e se acreditarmos que Vitaly não pode [ser piloto da Renault], iríamos chamá-los de volta para negociar. Mas por que negociar isso antes? Você pode jogar com a mídia, pode jogar com pressão, mas este não é o jogo aqui”, concluiu.

Fonte: Warm Up

28 de junho de 2010

Hamilton se defende e afirma que Alonso reagiu de "forma emocional"

Lewis Hamilton se defendeu das acusações de que não foi prejudicado pela punição durante o GP da Europa e disse que Fernando Alonso reagiu de forma emocional

Depois da polêmica causada pelos pilotos da Ferrari no episódio da punição dada a Lewis Hamilton durante o GP da Europa, disputado em Valência neste domingo (27), o inglês da McLaren se defendeu das acusações feitas pelos ferraristas e disse que não foi prejudicado por conta de sua própria competência.

Hamilton cumpriu um drive-through durante a etapa por ter ultrapassado o safety-car. A dupla da equipe italiana entendeu que a punição foi tardia e branda. "Quando me contaram da punição, acelerei o máximo que pude e fui capaz de abrir vantagem sobre os caras atrás de mim", explicou o britânico.

"Um drive-through é muito tempo, pois você não pode ultrapassar os 60 km/h no pit-lane, mas ainda assim, consegui voltar à frente dos outros. Então, não acho que tenha sido injusto. Corridas são assim e regras são regras. Todos têm que aceitá-las", argumentou.

Questionado sobre a revolta de Fernando Alonso, que chegou a dizer que a corrida havia sido manipulada, o campeão de 2008 apenas declarou: "Ah, eu acho que provavelmente ele reagiu de forma emocional."

Fonte: Grande Prêmio