Jean Todt pretende criar licenças para os chefes de equipes numa resposta ao banimento de Flavio Briatore da F1
O escândalo da batida proposital de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008 motivou o presidente da FIA, Jean Todt, a apresentar uma nova emenda para a série de mudanças que pretende fazer durante o seu mandato à frente da entidade. O francês quer introduzir licenças para os chefes de equipes, numa resposta ao banimento de Flavio Briatore e à suspensão de Pat Symonds, ambos dirigentes da Renault na época.
Briatore, aliás, conseguiu reverter a punição na justiça francesa. "O Tribunal em Grande Instância decidiu que estava errado sobre a forma, não a substância”, disse Todt ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”. “Houve um fato incontestável, mas não havia provas – tanto que houve apenas um voto contra no Conselho Mundial. Assim, vou propor que os dirigentes, também, tenham uma licença", destacou.
Todt aproveitou para falar também sobre o tempo que pretende ficar na presidência da FIA, garantindo que não espera se “perpetuar” no cargo, como fez Max Mosley. "Todos têm seu próprio estilo. 16 anos no cargo é tempo demais, é loucura. Não, eu farei apenas um mandato, do contrário não terei tempo para fazer outras coisas mais", frisou.
O francês, no entanto, elogiou Mosley. "Ele é um amigo e fez um grande trabalho para a segurança: não tivemos nenhuma morte desde a de [Ayrton] Senna, em 1994, e [Felipe] Massa já voltou a correr", encerrou.
Fonte: Warm Up
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