9 de fevereiro de 2010

Após caso Cingapura 2008, Todt quer criar licenças para chefes de equipes

Jean Todt pretende criar licenças para os chefes de equipes numa resposta ao banimento de Flavio Briatore da F1

O escândalo da batida proposital de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008 motivou o presidente da FIA, Jean Todt, a apresentar uma nova emenda para a série de mudanças que pretende fazer durante o seu mandato à frente da entidade. O francês quer introduzir licenças para os chefes de equipes, numa resposta ao banimento de Flavio Briatore e à suspensão de Pat Symonds, ambos dirigentes da Renault na época.

Briatore, aliás, conseguiu reverter a punição na justiça francesa. "O Tribunal em Grande Instância decidiu que estava errado sobre a forma, não a substância”, disse Todt ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”. “Houve um fato incontestável, mas não havia provas – tanto que houve apenas um voto contra no Conselho Mundial. Assim, vou propor que os dirigentes, também, tenham uma licença", destacou.

Todt aproveitou para falar também sobre o tempo que pretende ficar na presidência da FIA, garantindo que não espera se “perpetuar” no cargo, como fez Max Mosley. "Todos têm seu próprio estilo. 16 anos no cargo é tempo demais, é loucura. Não, eu farei apenas um mandato, do contrário não terei tempo para fazer outras coisas mais", frisou.

O francês, no entanto, elogiou Mosley. "Ele é um amigo e fez um grande trabalho para a segurança: não tivemos nenhuma morte desde a de [Ayrton] Senna, em 1994, e [Felipe] Massa já voltou a correr", encerrou.

Fonte: Warm Up

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